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Vou ser Avó ou Avô pela primeira vez. E agora?

vou ser avó pela primeira vez

Vou ser Avó ou Avô!

Receber de uma filha ou de um filho jovem, que ainda mora com os pais, a notícia de que você será avó, ou avô, pode ser um choque.

E notícias que pegam as pessoas desprevenidas podem gerar rejeição num primeiro momento.

É natural.

Dê-se um tempo desde algumas horas até um ou dois dias para que os efeitos da surpresa diminuam, você consiga pensar com mais clareza e os ânimos estejam mais calmos.

Providências práticas

Passado o susto inicial, você vai precisar tomar algumas medidas:Tenha uma conversa franca com seu filho ou filha.Faça perguntas claras e objetivas e tire suas dúvidas.

Procure acolher o jovem, porque o que está feito está feito.

É provável que ele ou ela esteja ainda mais assustado que você, que é adulta e experiente.

Antes de achar que a única solução é partir para um aborto, lembre-se de que, como é uma prática ilegal no Brasil, ele só pode ser feito de forma clandestina, o que pode colocar a saúde da mãe em risco.

Incentive a grávida a iniciar o pré-natal o quanto antes.

O profissional de saúde que a atender pode ser uma influência positiva para ajudar a lidar com a situação.

Embora seja fundamental incentivar a participação do pai na vida da criança, não force decisões apressadas quanto ao relacionamento do casal, como um casamento, principalmente se se tratar de um namoro recente.

Procure ouvir seu filho ou sua filha, em especial no que diz respeito ao que ele ou ela pretendem fazer em relação aos arranjos de moradia depois que o bebê nascer, ou à relação com o pai ou a mãe do bebê.

Você não vai conseguir fazer um relacionamento dar certo ou dar errado sozinha.

Depois que as famílias tiverem conversado, o pré-natal estiver encaminhado e os ânimos estiverem tranquilizados, vocês vão poder ter uma ideia melhor de como vai se desenrolar esse futuro tão inesperado.

Acostumando-se ao papel de avó

Com o passar dos meses, você vai, muito provavelmente, começar a se acostumar com a ideia de virar avó.

A educadora sexual Maria Helena Vilela, diretora do Instituto Kaplan, recomenda: “Tome as rédeas inicialmente.

Eles (os jovens pais) também estão perdidos, sem ter a menor ideia de como lidar com a situação”.

Acompanhar a mãe de perto durante a gestação facilita o processo.

Maneirando na interferência

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Uma vez que a criança nasça, por mais jovens e inexperientes que sejam os pais, você como avó precisa dar espaço a eles.

Isso não vai ser nada fácil nem natural, em especial se a criança morar na mesma casa que você.

“É difícil se colocar no lugar de avó, porque a gente ainda não sabe ser avó, só sabe ser mãe.

A tendência é querer assumir o controle da situação, para encurtar o caminho da mãe ou do pai da criança”, explica Maria Helena Vilela.

“A gente tem é que ajudar a percorrer o caminho”, observa.

É claro que você saberá muito mais sobre como cuidar de uma criança que uma mãe inexperiente.

Toda mãe aprende na base da tentativa e do erro, e você vai precisar dar esse espaço para que ela aprenda por si só.

“Avó não tem a primazia sobre a criança.

Quem decide são os pais.

Os avós só podem interceder se os pais forem judicialmente considerados incompetentes”, esclarece a educadora sexual.

Consequências

Uma das consequências de os avós assumirem totalmente o cuidado de um neto, sem deixar o pai ou a mãe jovem terem a responsabilidade de decidir pelo menos o lado educacional, se não o financeiro, é a perpetuação do problema: “Fica muito simples ter um filho.

A menina acaba virando irmã do bebê, e isso acaba levando à repetição.

Ela pode engravidar de novo, ter dois ou três filhos muito cedo”, diz Maria Helena Vilela.

Por exemplo: mesmo que a mãe e o bebê morem na casa da avó, a responsável por atender a criança no meio da madrugada deve ser a mãe.

A avó pode estar disponível para alguma eventualidade ou emergência, mas, no dia a dia, o conselho dos especialistas é que ela feche a porta do seu quarto e não se envolva.

Você pode ter a convicção de que os jovens pais da criança são imaturos demais, mas precisa levar em consideração que eles têm todo um futuro ao lado da criança, uma relação que continuará existindo daqui a 40, 50 anos, 60 anos, quando talvez você nem esteja mais presente.

É preciso dar chance para que pai e mãe criem um vínculo verdadeiro com a criança.

Por isso, concentre-se em continuar sendo mãe da sua filha ou do seu filho, até ensinando-os a ser mãe ou pai, mas sem interferir diretamente nas decisões sobre a criança.

Existe também uma questão de poder. Pode ser tentador assumir tudo, todo o cuidado com o neto, mesmo sendo mais trabalhoso. Só que isso pode criar uma competição entre mãe e avó, o que chega a interferir na personalidade da criança.

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Sentimento de culpa

Outro fenômeno relativamente comum, segundo ela, é os avós se sentirem culpados por terem rejeitado o neto.

Essa culpa depois se traduzir em permissividade excessiva ao neto.

Casos assim atrapalham muito. Principalmente quando os avós acabam sendo os principais cuidadores da criança enquanto mãe e pai estudam ou trabalham.

Por fim, algo a considerar: “Morar junto é mais difícil que morar separado do neto.

É muito difícil não se meter estando na mesma casa.

O único jeito de deixar a filha/o filho ter experiência é tendo a experiência “, diz Maria Helena Vilela.

fonte:  criantili

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