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Viajar de trem pela Itália, dicas valiosas pra você

Viajar de trem pela Itália, dicas valiosas pra você.

Guia prático para viajar de trem pela Itália.

Os tipos de trens, quando vale a pena e quando não, onde comprar os bilhetes e como se localizar nas estações.

Estação de trem de Milão, Itália (Benfuenfundachtzig/Pixabay)

Na minha última viagem para Itália, em julho de 2017, tive que me virar sem carro, o que rendeu bons aprendizados sobre se locomover de trem.

Dizem as más-línguas que “a Itália é o Brasil da Europa“.

Me vi forçada a concordar em partes com essa afirmação no que diz respeito ao transporte público.

Talvez por puro azar, não peguei um único ônibus que tenha chegado no horário estipulado e cheguei a esperar 1h30 por um trem atrasado que me levaria de Florença a Arezzo.

Vale a pena viajar de trem?

De maneira geral, o país é bem conectado pela malha ferroviária, mas tudo vai depender do intuito da sua viagem.

O trem é uma opção interessante para quem vai conhecer as principais cidades da Itália de uma vez só.

Ou seja, vencer as distâncias entre Milão e Roma ou Florença e Nápoles é mais vantajoso sobre trilhos.

Se a sua intenção é conhecer de maneira aprofundada uma ou duas regiões, considere alugar um carro.

Na Toscana, por exemplo, há muitas cidadezinhas charmosas que não possuem estações de trem, o que pode limitar a sua viagem.

Devo comprar com antecedência?

Máquina para comprar bilhetes da Trenitalia

Adquira antecipadamente pela internet apenas os bilhetes para viagens mais longas ou que coincidam com a alta temporada.

Dessa forma, você não só garante o seu lugar como também pode encontrar tarifas mais em conta.

Já nas viagens regionais, não há necessidade de comprar com antecedência.

Os preços quase não variam e os trens dificilmente ficam lotados, então você pode deixar para emitir o bilhete na hora.

Viajar de trem pela Itália, dicas valiosas pra você

Basta entrar na estação de trem e se dirigir para bilheteria (onde o atendimento provavelmente será em italiano ou em um inglês limitado) ou para as máquinas de venda (onde é possível escolher entre italiano, inglês e espanhol para navegar no menu bem instintivo).

Essas últimas aceitam dinheiro e cartão, mas fique atento com os chamados “borseggiatore”, que se oferecem para ajudar os turistas e se aproveitam da distração para furtar celulares e carteiras.

Fui abordada algumas vezes e bastou dizer um “no!” bem ríspido para que eles se afastassem.

Que tipo de trem escolho?

Trem de alta velocidade da Ítalo.

A principal companhia é a estatal Trenitalia, que cobre praticamente a Itália inteira.

Ela trabalha com três categorias de trens:

Freccia:

Velozes e, portanto, mais caros, eles ligam as principais cidades do país.

Intercity:

Também ligam as principais cidades do país, porém são mais lentos.

Regionale:

Circulam entre as cidades grandes e pequenas de uma mesma região.

A outra única opção de empresa é a Ítalo, fundada em 2012 para acabar com o monopólio da Trenitalia.

Esta possui apenas trens de alta velocidade que viajam entre as principais cidades italianas.

Dessa forma, para viagens pequenas sua única opção será sempre os Regionale.

Para viagens maiores, escolha o Intercity se quiser economizar e tiver tempo de sobra.

Agora, se velocidade for uma prioridade, compare os preços da Freccia e do Ítalo.

Minha experiência pessoal é de que a Ítalo costuma sair um pouco mais em conta.

Senti diferença de preços ao pesquisar bilhetes com apenas três dias de antecedência (falha minha) entre Florença e Milão, por exemplo.

Qual estação eu seleciono?

A bonita estação Milano Centrale, conectada com o metrô

Antes de tudo, saiba o nome das cidades em italiano. Florença é Firenze, Milão é Milano, Veneza é Venezia, Nápoles é Napoli e por aí vai.

Dito isso, saiba que a maior parte das cidades possui mais de uma estação de trem, o que pode causar um pouco de confusão na hora de comprar os bilhetes.

Para os turistas, costuma ser mais interessante descer na estação mais próxima do centro.

Viajar de trem pela Itália, dicas valiosas pra você

Algumas possuem “centrale” no nome, como é o caso de Milano Centrale, Bologna Centrale e Napoli Centrale.

Outras não são tão instintivas: a de Florença é a Santa Maria Novella (geralmente indicada pela sigla SMN), a de Roma é Roma Termini e a de Veneza é Venezia Santa Luce.

Como é o embarque?

Se já tiver comprado a passagem, chegue com 20 minutos de antecedência na estação.

Com o seu bilhete em  mãos, procure o painel que tiver escrito “Partenze” para saber em qual “binario” (plataforma) você deve embarcar.

Mas atenção:

Não procure o seu trem pelo destino!

Muitas vezes, o seu destino que estará impresso no seu bilhete não é o destino final do trem, que é o que aparece no painel.

Para não fazer confusão, olhe pelo número do trem e pelo horário.

Se estiver viajando de Ítalo, Freccia ou Intercity, basta se dirigir a plataforma e, quando o trem chegar, entrar na “carozza” (vagão) que estiver indicado no seu bilhete.

Nesses trens, os lugares são marcados.

O sistema é diferente nos Regionale.

Esses bilhetes não tem número de trem, horário ou lugar marcado.

Similares a uma passagem de ônibus, eles são válidos durante o dia selecionado.

Basta você procurar no painel pelo próximo trem Regionale que passará no seu destino.

Antes de embarcar, você precisa carimbá-lo em uma das maquininhas verdes que ficam espalhadas pela estação.

É muito importante que você faça isso e guarde o papel até o final da viagem.

A fiscalização entra nos trens distribuindo multas de até € 200 para quem não tiver carimbado o bilhete – eu mesma vi isso acontecer.

Essa é uma forma de evitar que as pessoas fiquem usando a mesma passagem inúmeras vezes ou entrem sem pagar.

E as bagagens?

“Viajar de trem com muitas malas pode não ser muito prático”.

Em nenhum caso é preciso registrar a bagagem, mas você terá que levá-la consigo no trem.

A maioria das pessoas viaja com uma mala pequena e a coloca no compartimento acima da poltrona.

Mas também vi alguns turistas que deixaram suas malas grandes nas extremidades do vagões, onde há mais espaço livre, ou entre as próprias pernas.

Não há uma regra – o importante é não atrapalhar a circulação dos demais passageiros.

fonte: viagem e turismo abril

viajar de trem pelo Brasil

Trem pelo Brasil para conhecer e passear: 15 roteiros, clique aqui para ler

Mitos e verdades sobre a terceira idade.

Malhar, fazer faculdade, sair com os amigos, tudo isso deixou de fazer parte apenas da vida dos mais jovens!

Foi-se o tempo em que a figura dos avós estava ligada ao sedentarismo, a assistir novelas ou dormir cedo.

A terceira idade evoluiu e está determinada a cuidar da saúde.

Segundo o IBGE, a expectativa de vida dos brasileiros subiu para 75 anos, e isso se deve a uma alimentação mais equilibrada e prática de esportes, entre outras coisas.

Para Eduardo Schlithler Bonini, fisioterapeuta especialista em gerontologia (área da medicina que estuda o processo de envelhecimento), duas práticas são importantes para o desenvolvimento pessoal e devem ser relevantes para os vovôs e vovós:

As ABVDs (atividades básicas da vida diária), como tomar banho ou ir ao banheiro sozinho, e as AIVDs (atividades instrumentais da vida diária), mais ligadas às possibilidades de realizações de tarefas complexas ou profissionais.

No entanto, o cuidado com a mente e o corpo humano vai muito além dessas duas classificações.

Bonini respondeu sobre saúde, prevenção de doenças, bem-estar e deu 6 dicas especiais para manter o cérebro jovem.

Acompanhe os mitos e verdades sobre a terceira idade

envelhecer bem

O que uma pessoa de meia idade deve fazer para se tornar um idoso saudável?

Vamos considerar que chegamos no auge da nossa curva de envelhecimento próximo aos 30 anos.

A partir daí, temos uma queda constante desta curva (aproximadamente 1% de perda funcional ao ano), dependendo do caso.

Fazer exercícios de forma orientada (com um profissional pós-graduado em gerontologia) auxilia nesta perda funcional e até gerar reservas para o futuro.

Como prevenir doenças na terceira idade?

Não só para a prevenção de doenças, mas também para garantir a saúde, precisamos prestar atenção aos sinais do nosso corpo.

Lembrando que o idoso pode ter redução da sede, confusão mental e não apresentar febre “de cara” em inícios de doenças.

Particularmente, acredito que a interação e o convívio frequente do fisioterapeuta com o idoso e cuidadores ajuda muito na identificação de alguma alteração no organismo.

E podemos, desta forma, orientar a família a procurar o profissional mais adequado para tratamento.

 

fazer da terceira idade a melhor idade

A que sinais devemos estar atentos?

Alterações de comportamento, confusão mental aguda e hipo ou hiperatividade podem sugerir o início de alguma doença.

Estes são apenas exemplos.

Um fisioterapeuta pode fazer o diagnóstico funcional do paciente, relacionado às alterações do que o idoso consegue ou não fazer.

Como manter a disposição e bem-estar após os 60 anos?

A disposição está muito relacionada ao comportamento diário do idoso.

Cada um gosta de um tipo de atividade diferente, tem um convívio familiar particular ou mesmo uma renda mensal maior ou menor.

Não importa, o foco deve estar na motivação gerada para continuar saudável e vivendo bem.

Quais atividades físicas são indicadas para manter-se ativo na terceira idade?

A atividade deve ser selecionada a partir da reserva funcional da pessoa e de sua vontade de praticá-la.

Fala-se muito sobre atividades de baixo impacto para controle da osteoporose ou mesmo atividade física “com pesos” para combater a sarcopenia (perda de força muscular).

Não importa o tipo de atividade, deve estar muito bem orientada para cada processo de envelhecimento.

Quer saber o que é sarcopenia e muito mais sobre ela? Clique aqui

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Como as ABVDs e AIVDs auxiliam na independência dos idosos?

As ABVDs e AIVDs (Atividades Básicas da Vida Diária e Atividades Instrumentais da Vida Diária) são indicadores da “qualidade de vida” do idoso.

Os testes com elas servem principalmente para ajudar no diagnóstico das atividades funcionais do idoso.

E também como parâmetros para acompanhamento terapêutico a evolução do paciente.

É verdade que são os neurônios que mantêm o cérebro jovem e ativo?

Essa pergunta é bem interessante e sua resposta é extremamente complexa.

Podemos dizer que manter o cérebro treinado aumenta as chances de ter um envelhecimento mais saudável em todos os sentidos.

Com a “plasticidade cerebral”, é possível criar novos caminhos em nosso cérebro.

Existe um caminho certo para a fonte da juventude?

Não sei responder a essa pergunta.

Acredito que a juventude faz parte da vida, como o envelhecimento.

Tenho pacientes muito satisfeitos da forma como envelheceram.

É importante entender que seus hábitos, hoje, influenciarão sua saúde no futuro, e fazer boas escolhas todos os dias.

Mitos e verdades sobre a terceira idade:

6 dicas para manter o cérebro jovem

fazer da terceira idade a melhor idade

Quem dança seus males espanta na terceira idade

Dançar estimula as áreas do cérebro ligadas à motricidade e libera endorfinas que dão as sensações de satisfação e prazer.

Praticar a atividade de 3 a 4 vezes por semana ajuda a diminuir as chances de degeneração do cérebro em 75%!

Então já sabe, né?

Se jogue na pista!

Quer saber quais são os locais que tem bailes da terceira idade em São Paulo? Clique aqui

Coloque a cabeça para trabalhar

Sabemos que a condição vascular ideal é extremamente importante para levar nutrientes ao cérebro, e uma falha vascular pode levar a consequências graves.

Por isso não deixe seu cérebro parado.

Por sua condição de gerar “novos caminhos”, ele pode ser aprimorado sempre!

Usar papel e caneta não é coisa do passado

A escrita está diretamente ligada à longevidade mental!

Não apenas no computador, como acontece muito hoje.

Escreva cartas para quem você ama, mantenha um diário, faça resumos dos livros que leu, enfim, não perca a prática de escrever à mão.

Exercitar a caligrafia ajuda na manutenção da motricidade e estimula a memória!

Exercite o cérebro brincando

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Vale quebra-cabeça, jogo da memória, cruzadinhas, bingo, jogos de tabuleiro…

O que não faltam são opções para exercitar o cérebro!

E isso é comprovado: jogos mentais ajudam a manter a atividade cerebral e beneficiam a geração de reserva cognitiva.

Cuide da casa e do cérebro ao mesmo tempo na terceira idade

Realizar tarefas caseiras mantém a higiene do ambiente, mas, muito mais do que isso, a prática realmente ajuda o cérebro a manter-se ativo!

Esta rotina é altamente indicada para pessoas que podem vir a ter demências como a de Alzheimer.

Fique atento: segundo estudos, o Mal de Alzheimer é duas vezes mais recorrente em pessoas que não fazem as tarefas de casa.

Interação é uma das chaves

Grupos de discussão, clubes do livro ou até mesmo reuniões e festas de família estimulam o convívio social e ajudam a manter o cérebro em forma!

Fonte: Eduardo Schlithler Bonini é fisioterapeuta pós-graduado em geriatria e gerontologia pelo HC-FMUSP. CREFITO 3/104020-F

O auge da felicidade é na terceira idade, diz estudo. Clique aqui para saber mais

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