Vestuário

Tecnologia na caminhada para idosos

caminhada e tecnologia

Tecnologia na caminhada para idosos.

O uso de tecnologias sofisticadas para a realização de atividades físicas avança a ponto de organizações esportivas internacionais terem de impor limites quanto ao seu uso.

2 botas por 199

Um exemplo bastante conhecido é o da roupa de banho em competições de natação – como melhoram efetivamente o desempenho do atleta, foi preciso criar normas para que os competidores atuassem em pé de igualdade.

Há tecnologias disponíveis para a maioria das atividades esportivas.

Como incentivador da caminhada e atuante, principalmente, em grupos de idosos, estou convencido de que modernidades ajudam muito não só os atletas mas amadores na prática dos exercícios.

Ressalto aqui alguns itens que podem contribuir para essa atividade física.

Começo pelo tênis.

O calçado é fundamental para a caminhada.

Acondicionar adequadamente os pés faz a diferença no desempenho.

Hoje, os tênis estão agrupados por categorias em relação a estabilidade, controle de movimento, amortecimento, performance e trilha.

Existem marcas que trazem a categoria anotada na palmilha.

Para escolher o modelo que poderá melhorar o seu desempenho sem comprometer a sua saúde, é preciso primeiro observar o tipo de pé que vai calçá-lo.

Identificar por exemplo a maneira com a qual se pisa é um passo fundamental para acertar na escolha.

A pisada é classificada em pronada, supinada e neutra e o arco do pé pode ser alto, baixo ou normal.

Para saber com bastante precisão como o seu pé toca o chão, submeta-se a uma baropodometria, um exame computadorizado que identifica exatamente a maneira como se pisa.

O peso da pessoa também deve ser levado em conta:

O corpo com mais massa precisará de um tênis mais reforçado.

Considerado isto, observe o amortecimento de impacto, o molejo, o arejamento e a leveza do calçado.

Para absorver melhor o impacto, foram desenvolvidas peças em gel que são instaladas no calcanhar.

Tecidos porosos permitem que o suor saia com mais facilidade, evitando que o tênis fique com cheiro e que o pé tenha frieira.

Quando se pratica esteira, o solado pode ser mais pesado.

De toda forma, verifique se o calçado é flexível, não prendendo os movimentos naturais dos pés, e firme, possibilitando a estabilidade para os movimentos.

O pé diabético requer atenção especial e exige um bom acabamento interno dos sapatos para não machucar.

O complemento é sempre uma meia macia, com costuras delicadas e em tecido de algodão ou sintético que permite a transpiração e a respiração da pele.

caminhada e tecnologia

A roupa esportiva também pode beneficiar o desempenho.

A pele é o maior órgão do corpo humano, responsável por 90% da troca térmica do corpo e por 85% da evaporação do suor.

Por isso, treinar de baixo de sol com uma camiseta de algodão faz o corpo eliminar suor que o algodão segura.

Apesar de ser uma fibra natural, o algodão retém 8% do suor, o que causa aquela sensação de desconforto de ter a camiseta úmida.

Para amenizar esse problema, a indústria têxtil tem desenvolvido, a cada dia, novos tecidos, com fios sintéticos e tramas que priorizam o isolamento térmico e a troca de ar, a absorção e o transporte de umidade e a sensação de conforto na pele.

Camisetas feitas com tecidos termodinâmicos são absorventes e leves e de toque macio e agradável.

No Brasil, em geral, os fios usados são de poliéster e poliamida.

A trama mais aberta, feita com fio de poliamida, costuma puxar o suor do corpo e eliminá-lo mais facilmente.

Há tecidos até com proteção UV, no qual os raios solares batem e voltam, evitando queimaduras, o que, a longo prazo, pode evitar o desenvolvimento de câncer de pele.

No verão, a preferência é vestir short e camiseta regata, mas no frio o certo é usar uma roupa corta-vento para manter o microclima (tempetatura que fica entre a pele e a roupa e que deve girar em torno de 32º C). Neste tipo de roupa, o tecido tem a trama dos fios bem fechada.

Dependendo da intensidade do frio, convém colocar um agasalho, que pode ser de flanela feita de poliamida.

Uma dica é se vestir como uma cebola, com várias peças que podem ser tiradas, conforme esquenta o corpo, ou colocadas, de acordo com a temperatura ambiente.

Os agasalhos devem ter estrutura leve e deixar os movimentos livres.

Lembro que o modelo ideal de roupa para o idoso caminhar é a camiseta com gola em V, que não aperta o pescoço, manga curta no verão e longa no inverno, e calça solta, de elástico confortável na cintura, com boca larga e não muito cumprida para não tropeçar – como se fosse um pijama.

Tecidos modernos têm uma camada impermeabilizante que não deixa passar a água da chuva.

Além disso, não ficam úmidos com a transpiração.

Entre as novidades, há o desenvolvimento de substâncias que tornam o tecido repelente a insetos e mesmo com protetor solar .

Outra tecnologia interessante para adotar na caminhada é o podômetro, um aparelho digital que registra a quantidade de passos dados.

Alguns modelos também medem a velocidade e a pulsação.

A tecnologia vai além, há até os que tocam música.

No caso do idoso, o instrumento pode controlar bem a marcha, tanto para evitar excessos quanto para ajudar em um treinamento para melhorar  o condicionamento físico.

Quem estiver começando a caminhar, o ideal é primeiro dar uns 500 passos e ir aumentando gradativamente.

Há ainda os monitores cardíacos digitais, que mais parecem relógios de pulso, repletos de outras funções como o cálculo do índice de massa corpórea, avisos relacionados a excessos, contagem de calorias gastas.

Alguns dispõem até de GPS, um instrumento bastante útil para quem faz trilhas.

Por mais incrível que pareça, existe um aparelho muito moderno, usado nos joelhos, que aproveita o movimento da pessoa em uma caminhada leve para gerar energia elétrica.

O equipamento é composto por um chassi de alumínio e um gerador preso às pernas por um aparelho ortopédico e pode gerar energia para para fazer funcionar um computador, por exemplo. Não é incrível?

Gente produzindo energia elétrica para seu próprio consumo, sem gastar dinheiro com isso.

O avanço tecnológico trouxe consigo o desenvolvimento de um novo conceito: a tecnologia a serviço do homem, inclusive na caminhada.

Tempos atrás  acontecia o contrário, criavam a tecnologia e depois pensavam no corpo e, por isso, às vezes a tecnologia não dava o resultado desejado ou até prejudicava a saúde.

Fabio Ravaglia

O dr. Ravaglia é médico ortopedista graduado pela Escola Paulista de Medicina (Unifesp) com residência médica no Hospital do Servidor Público Estadual, especialização em coluna vertebral Instituto Arnaldo Vieira de Carvalho (Santa Casa de Misericórdia de São Paulo) e mestre em cirurgia pela Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp.

Foi o primeiro brasileiro aceito pelo programa do Royal College of Surgeons of England, onde se especializou em ortopedia reumatológica (próteses e revisão de próteses articulares, artroscopia de várias articulações, tratamento de dor na coluna e traumatologia).

Durante quatro anos atuou como cirurgião ortopédico em hospitais ligados à Universidade de Bristol, na Inglaterra, país reconhecido pelo pioneirismo no desenvolvimento de próteses e de técnicas de ortopedia reumatológica.

Na Alemanha, dr. Ravaglia fez especialização nas mais avançadas técnicas para cirurgias de coluna minimamente invasivas, realizadas com um aparelho do tamanho de uma caneta e com anestesia local. A técnica é utilizada para cirurgias de hérnia de disco.

Em 1994, o ortopedista voltou ao Brasil e passou a atuar com um avançado tratamento cirúrgico para problemas das articulações — a artroscopia, técnica cirúrgica que minimiza as desvantagens da cirurgia e reduz as dores provocadas pela artrose, artrite, traumatologia e hérnia de disco.

O médico é pioneiro em cirurgias de mínima invasão na coluna vertebral e foi o primeiro a realizar o processo de descompressão percutânea da coluna vertebral.

Presidente do Instituto Ortopedia & Saúde, organização não-governamental que tem a missão de difundir informações sobre saúde e prevenção, o dr. Ravaglia é também membro do corpo clínico externo dos hospitais Albert Einstein, Oswaldo Cruz e Santa Catarina; diretor-presidente da Arthros Clínica Ortopédica e membro titular da Academia de Medicina de São Paulo (cadeira 118, patrono Ernesto de Souza Campos).

Veja também a matéria:

Dirigir na terceira idade requer cuidados e responsabilidade

AnteriorPróximo

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *