Física

O que é o sopro no coração dos idosos?

Sopro no coração

O portal Avôvó já falou dos aspectos gerais para ter um coração saudável e abordamos o resultado especifico de alguns alimentos para o órgão cardíaco. No entanto, existem outros aspectos muito relevantes. Vejam este!

O sopro no coração é basicamente o barulho que o sangue faz quando passa pela estrutura do coração. Isso pode acontecer de forma natural – chamado sopro funcional, sem riscos – ou não natural – chamado de patológico, em decorrência de defeitos. As crianças recém-nascidas, cerca de 40% e 50%, podem apresentar sopros funcionais e isso não significa nada – ou seja, se você for ao pediatra com o seu neto, não se assuste em ouvir que ele tem sopro no coração.

O sentimento de despreocupação não pode ser o mesmo para os jovens adultos e os seniores. Ao passar da infância, na vida adulta, os sopros normalmente aparecem como complicações de cardiopatias vindas de febres reumáticas na infâncias, afetando, em alguns casos, o sistema nervoso e o sistema osteoarticular – conjunto de ossos e articulações do corpo. Percebemos que essa situação abrange consideravelmente a vida do idoso, pois, caso ele tenha sopro, as consequências serão determinantes para o resultado da qualidade de vida. Vamos entender melhor e prevenir esses males.

O que causa?

Sopro no coração

O sopro benigno, ou normal, geralmente é causado por turbulências no fluxo sanguíneo ou alguma leve anormalidade das válvulas. Isso não gera efeitos negativos sérios. Muitas vezes, pode não ter uma causa específica e tende a sumir sozinho. Já o sopro patológico é mais comum em adultos que tiveram febre reumática quando crianças ou que apresentam outros problemas cardiovasculares.

Fluxo sanguíneo com alteração:

Algumas circunstâncias -como taquicardia, febre, esforço físico, anemia, gravidez e hipertireoidismo – podem ocasionar alterações no fluxo sanguíneo, podendo causar turbulências.

Problemas com válvulas:

Estenose valvar (estreitamento das valvas) – a sangue corre com maior pressão, devido ao estreitamento das válvulas por endurecimento -, Insuficiência valvar (ou regurgitação valvar) – um problema no fechamento das válvulas, causando contra fluxo e o sopro –, alterações no caminho do sangue – malformação de nascimento, elas causam mudança de na rota sanguínea – e comunicação interatrial ou interventricular – um buraco no septo cardíaco, misturando sangue arterial e venoso.

Sintomas

Sopro no coração

As crianças não apresentam sintomas evidentes. Claro, existem outras situações mais graves que podem gerar complicações e não trazem sintomas – não entraremos nesse mérito. Certas doenças do coração, como a estenose da valva aórtica e a cardiopatia hipertrófica podem provocar sintomas bem desconfortáveis, como:

  • Dores no peito;
  • Desmaios;
  • Fadiga;
  • Tontura;
  • Transpiração excessiva;
  • Língua roxa;
  • Veias saltadas;
  • Palpitações;
  • Dificuldades para respirar.

Como identificar o sopro no coração?

O médico, geralmente, consegue classificar o sopro pelo som, pois os barulhos de sopros fisiológicos são característicos. No entanto, existem casos que exigem diagnóstico diferencial e é necessário encaminhar o portador para exames complementares, tais como:

  • Ecocardiograma:

Exame mais completo para detectar a presença de eventuais problemas que possam estar causando o sopro, como vazamento e estreitamento das válvulas cardíacas.

  • Eletrocardiograma:

Exame não invasivo que verifica a atividade elétrica do coração do paciente. Como o exame foco no sistema neuromuscular do paciente, será ele o responsável por descobrir se a causa do sopro está relacionada a algum defeito nos nervos ou na musculatura.

  • Radiografia de tórax:

Exame gera uma imagem em raio X da região torácica que visualiza possíveis fraturas nos ossos, tumores, bem como problemas outras problemas cardíacos que podem estar causando o sopro.

Tratamento

Sopro no coração

As crianças com sopro fisiológico não precisam de tratamento e não tem restrições. Porém, cada caso de sopro pode requerer um tratamento específico dependendo da doença associada, que deve ser diagnosticada por um cardiologista – médico especialista.

Em casos simples, o problema pode ser tratado com medicamentos. Porém, em casos mais graves, pode ser necessário intervenção cirúrgica, que geralmente envolve a substituição das válvulas defeituosas por válvulas artificiais. A cirurgia é bem segura, podendo ser realizada até em recém-nascidos.

Recomendações

  • Não se apavore com o diagnóstico de sopro cardíaco no seu filho em idade pré-escolar. Esse sopro pode ser fisiológico e desaparecer espontaneamente;
  • Estudo realizado em Belo Horizonte com 500 estudantes saudáveis mostrou que mais ou menos 30% deles eram portadores de sopros fisiológicos. Caso seu filho tenha sopro, isso pode não significar nada grave;
  • Não seja negligente com problemas como a amidalite. Um tratamento mal feito pode ser a causa de febre reumática, responsável por lesões valvares importantes;
  • O avanço técnico e os cuidados pós e pré-operatórios permitiram operar com sucesso crianças muito pequenas;
  • Procure um médico especialista, caso seu filho já tenha desmaiado;

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