Comportamental

Se reinventar na terceira idade. Você pode

Se reinventar na terceira idade. Você pode, sempre e a qualquer tempo.

Que venham novos desafios!

Se você já passou dos 65 anos e convive com os prazeres e as dores de quem já é considerado idoso ou tem apenas 20 anos e pensa que envelhecer é um assunto que pode ser adiado para daqui pelo menos umas três décadas, não importa.

Este post é para todas as idades!

“Jovens chatos serão velhos chatos.

Um adolescente brilhante tem chance grande de gerar um ancião da mesma cepa.

No fundo, gente velha é igual a gente jovem, só que velha…”, disse o historiador Leandro Karnal no seu mais recente livro “Diálogos de Cultura”.

Isso nos leva a pensar que, ao mesmo tempo em que a ciência e a medicina avançam no desafio de nos fazer viver mais (oba!), o prolongamento da vida também passou a ser visto como um problema, gerando déficits em cofres públicos pelo mundo, assim como a alta taxa de natalidade também já foi desculpa para nossa incapacidade de lidar com uma sociedade em constante transformação.

Virou lei

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Em 1º de outubro de 2003, entrou em vigor o Estatuto do Idoso (Lei Federal N°10.741).

Desde então, comemora-se nessa data o Dia do Idoso.

O Brasil tem, hoje, 8,46% de pessoas com mais de 65 anos e, até 2030, serão mais de 13%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A expectativa de vida também passará dos atuais 76 anos para 78,5 anos no final da próxima década.

Levando essa reflexão para o campo pessoal, envelhecer é um fato.

Como será a velhice de cada um tem mais a ver como cada um leva a sua vida.

Óbvio!

Os cuidados com o corpo podem ser resumidos em ter uma alimentação saudável, praticar atividades físicas e, ah, usar protetor solar, ou seja, todas as dicas e recomendações que valem para qualquer idade.

Mas será que é só isso?

Valores pra vida toda

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Não, não é mesmo.

Mais do que inventarmos estatutos para proteger crianças ou idosos, o respeito e a empatia são valores que devemos praticar todos os dias.

Respeitar e aprender com a pureza  e curiosidade infantil ou com a experiência e a vivência de quem já passou por toda ordem de problemas e conflitos humanos, nos fazem também mais ricos.

Quando ouvimos, respeitamos, estimulamos e amamos nossas crianças ou quem já envelheceu – ou a nós mesmos –, estamos ensinando e aprendendo que as barreiras entre gerações não precisam existir.

Muito pelo contrário, a interação pode proporcionar relações prazerosas capazes de espantar os males da vida moderna, como a solidão e a depressão, que cada vez mais atingem pessoas de todas as idades.

Se reinventar na terceira idade.

Fazer o que se gosta!

Então, podemos todos cantar, dançar, praticar um novo esporte, aprender uma nova língua.

Enfim, podemos nos reinventar e descobrir novos interesses e sentidos para a vida em qualquer fase.

Quer exemplos?

A Cora Coralina só publicou seu primeiro livro “Poemas dos Becos de Goiás” quando estava com 75 anos.

Aliás, seu nome era Anna Lins dos Guimarães Peixoto Bretas.

O pseudônimo Cora Coralina ela adotou aos 50 anos.

Outra história bacana é a de um amigo e cliente aqui do Laboratório Buenos Ayres.

O economista Alain Levy, 67 anos.

Este ano ele participou das Macabíadas, competição realizada em Israel, que reuniu atletas de 80 países em várias modalidades.

Um dos 500 brasileiros nos jogos, Alain trouxe a medalha de prata na categoria 60+

Já praticou basquete, judô e karatê, mas sua história surpreende quando eles nos conta que só começou a nadar aos 50 anos!

Ele sentia algumas dores no joelho e o médico lhe recomendou a pratica de natação por ser um esporte de baixo impacto para as articulações.

“O médico falou para eu entrar na água, entrei e acabei gostando.

Grandes decisões, grandes problemas são todos resolvidos na água.

Para mim, é uma terapia”, conta.

Muito além de ganhos terapêuticos, Alain acumulou muitas conquistas com a natação.

Em 2005 o primeiro desafio foi a Travessia do Rio Hudson (12 km).

Em 2008 a primeira superação e grande vitória na nova empreitada: ele se tornou o quarto brasileiro e o quinto homem mais velho do mundo a cruzar o estreito Gibraltar, (22 km) canal marítimo que separa os continentes europeu e africano.

Depois disso, muitas outras vieram.

Nadador de águas abertas, participou de dezenas provas no Brasil e no exterior, entre elas Masters na Suécia (2009), os Jogos Pan-Americanos do Rio (2012), Travessia Ilha do Mel (2015), Travessia do Canal de Ilha Bela (2015 e 2016), Travessia 14 Bis (24 km em 2015 e 2016), Aquaman Paraty (2016), Mares São Sebastião (2016) e Travessia do Leme ao Pontal (revezamento 34 km em 2016).

Agora em agosto, foi ouro na categoria acima dos 65 anos no Desafio Bombinhas, tradicional prova realizada anualmente naquele município catarinense.

“Eu sempre falo que na natação você não precisa ser jovem, e nem precisa ser o primeiro.

O nadar não tem idade.

É só você querer”, enfatiza.

Já está se preparando para a Maratona Aquática 14 Bis em novembro.

Prova tradicional que completa a 50ª edição neste ano, é a travessia do Canal Bertioga-Guarujá, com 24 km de águas abertas.

Detalhe: novembro é o mês em que Alain será avô pela segunda vez!

Que venham então os novos desafios e as superações.

fonte: blog buenos ayres

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