Comportamental

Preocupação em excesso na terceira idade, pode prejudicar

Preocupação em excesso na terceira idade, pode prejudicar.

A preocupação excessiva se torna um problema quando não conseguimos controlar a preocupação que surge no dia a dia.

Estamos constantemente nos preocupando com alguma coisa, seja referente a um problema no trabalho ou com a família.

A diferença está na maneira como cada pessoa administra a preocupação.

O mundo de hoje é de cobranças.

Somos pressionados para ser o melhor estudante, o melhor funcionário, o melhor parceiro, o melhor pai ou mãe, o melhor amigo ou a melhor avó(avô).

A sociedade tem como foco apenas os nossos resultados.

Se positivos, somos recompensados.

Se negativos, outra carga de pressão para ser o melhor é jogada sobre nós.

Diante desse cenário, é de se esperar que muitas pessoas passem horas preocupadas com o futuro e, principalmente, em como suas atitudes presentes refletirão nele.

Não podemos, no entanto, viver submersos em constante apreensão, pois este estado levará a problemas mais sérios. 

Por que nos preocupamos tanto?

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Primeiro de tudo, precisamos entender o mecanismo da preocupação.

É muito provável que você já tenha ouvido o termo “sofrer por antecedência”.

As nossas apreensões diárias estão, geralmente, ligadas a um evento futuro.

Ou seja, algo que ainda não aconteceu, mas nos atinge como se já estivesse aqui.

É comum que as pessoas (erroneamente) carreguem a preocupação consigo em todos os momentos de suas vidas, sempre vivendo no futuro.

Será que a visita que receberei e casa vai ser boa e as pessoas gostarão?

Será que conseguirei causar uma boa impressão no evento do trabalho?

É também comum que a preocupação se manifeste enquanto avaliamos eventos passados.

Será que falei algo que não deveria? Será que minhas atitudes causaram incômodo?

Pessoas que se preocupam demais analisam cada detalhe de suas interações sociais.

Elas têm dificuldade para considerar suas condutas aceitáveis e dependem da aprovação alheia.

A função da preocupação é, acima de tudo, nos distanciar do perigo.

É uma resposta do nosso cérebro a ameaças potenciais.

Por exemplo, se você precisar andar à noite em uma área desconhecida, você imediatamente se preocupa com a sua segurança e traça uma rota com base no que será mais seguro.

Preocupação em excesso na terceira idade, pode prejudicar

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A preocupação excessiva, no entanto,nos mantém prisioneiros neste estado de alerta.

Os níveis de adrenalina em nosso corpo se elevam, causando uma sobrecarga de estresse.

Assim, vemos perigo em todo lugar.

Por conta disso, nossas respostas são exclusivamente emocionais e perdemos a habilidade de raciocinar logicamente.

É por isso que muitas pessoas relatam que, quando se preocupam demais, acontece justamente aquilo que não queriam.

Elas agem de maneira desajeitada devido à confusão mental criada pelo estado emocional perturbado.

Preocupação x Preocupação excessiva

Até certo ponto, a preocupação age como um propulsor.

Ela melhora a execução de tarefas que levam a conclusão de nossos planos.

Quando nos preocupamos com alguma coisa é porque nos importamos muito com ela.

Logo, queremos fazer um bom trabalho ou ser um parceiro mais presente ou ajudar um parente.

Já a preocupação excessiva é paralisante.

Com a mente sempre à procura de motivos para se preocupar, não conseguimos ser eficazes em nossos afazeres diários, nos relacionar com as pessoas ou simplesmente viver.

A pessoa que se preocupa excessivamente não aproveita o presente.

Sua mente está ou tentando desvendar o futuro ou apegada demais ao passado.

Ela fica nervosa, ao mesmo tempo procurando uma saída para suas preocupações e incapaz de se desfazer do hábito nocivo.

A preocupação excessiva afeta todos os aspectos de nossas vidas. 

Relacionamentos interpessoais são superficiais porque não conseguem passar da fase da impessoalidade.

O desempenho no trabalho é comprometido pelo medo da possibilidade de retaliação.

O estresse é frequente e incontrolável por conta da pressão que colocamos sobre nós mesmos.

A recorrência do excesso de preocupação também pode ocasionar o surgimento de transtornos psicológicos, como a ansiedade, ou até mesmo de fobias, como a fobia social.

Preocupação excessiva está ligada ao controle

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Quando não conseguimos controlar uma situação por completo, ficamos ansiosos.

Queremos resolver o problema de uma vez, mas nem sempre é possível.

Às vezes diversas pessoas estão envolvidas em um único problema, tornando a solução ainda mais complicada.

Para exemplificar, imagine um dia atolado de afazeres com horários marcados.

Você se planeja com antecedência e conclui que é possível encaixar todos os horários em sua agenda do dia.

Ainda assim, é normal ficar apreensivo, pensando se conseguirá resolver tudo a tempo.

Mas, se você se preocupar excessivamente se seu plano seguirá o roteiro, é provável que fique estressado e cometa erros causados pela desatenção.

O correto é acreditar que, mesmo se imprevistos acontecerem, você conseguirá contornar a situação e continuar com seu trabalho.

A sensação de incapacidade, para quem se preocupa em excesso, traz muita angústia, apreensão e sofrimento.

Porém, não é possível controlar cada detalhe de nossas vidas.

Muitas vezes, não conseguimos controlar nem 20% do que acontece conosco nem o que as pessoas pensam de nós.

O que o futuro reserva para cada um é desconhecido.

Se preocupar com uma apresentação, mesmo que você tenha se preparado muito para ela, é válido porque o sentimento é passageiro.

A preocupação excessiva, por outro lado, se torna uma parte de nós.

Esta característica é extremamente nociva para nossa saúde.

4 maneiras de se preocupar menos

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Preocupação em excesso na terceira idade, pode prejudicar.

Além de questões emocionais e psicológicas, a preocupação excessiva pode ser considerada um produto da sociedade contemporânea.

Nossas vidas atarefadas, com pouco tempo para reflexão e descontração, afetam a nossa saúde mental.

Recentemente, a Organização Mundial da Saúde (OMS) incluiu a síndrome de Burnout (estresse crônico) na Classificação Internacional de Doenças devido ao grande número de casos.

Isso significa que, em boa parte do planeta, as pessoas estão estressadas, cansadas e muito provavelmente ansiosas.

Nunca foi tão importante saber controlar a preocupação em excesso, que apenas resulta em mais sofrimento para as nossas vidas.  

Renuncie o controle

Pare de querer controlar cada aspecto de sua vida.

Você pode fazer dezenas de planos, mas não pode prever o resultado certeiro de cada um.

A vida é feita de inconstância.

Aceite as situações inusitadas e trate-as como potenciais lições para enriquecer quem você é. 

Além disso, aceite que, independente do que você faça, é impossível controlar o comportamento de outras pessoas.

Se alguém não gostar do que você disse ou fez, há sempre a opção de se redimir.

Não deixe que sua mente o leve para o pior cenário imaginável.

Certamente, ele estará equivocado. 

O pior que pode acontecer caso você errar é apenas isso.

Errar.

Falhar.

Mas você sempre pode tentar de novo, ou quantas vezes forem necessárias.

Acrescente momentos de silêncio em sua rotina

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Recebemos muitos estímulos dia após dia.

Assistir séries, vídeos na internet ou TV é divertido e saudável, especialmente para desestressar depois do expediente.

O problema é quando ignoramos o desejo de nossa mente por silêncio para satisfazer uma necessidade momentânea.

Substitua os minutos na frente das telas por minutos de silêncio.

Não há necessidade para pensar em tudo a todo instante na ausência de estímulos.  

meditação é excelente para acalmar a mente e o corpo, desacelerando o fluxo de pensamentos.

Você pode começar com exercícios de respiração se nunca experimentou a prática.

Eles também são muito úteis para o relaxamento e nos ajudam a ver a vida com clareza.

Exteriorize seus problemas 

Converse.

Escreva.

Tire os problemas que tanto o atormentam de sua cabeça.

Descreva-os detalhadamente para entender o porquê de serem tão impactantes para você.

Ao mesmo tempo, procure possíveis soluções, enumerando as que são mais viáveis e as que não são.

Não conseguimos ver todos os fatores envolvidos em nossos problemas quando estão em nossa mente.

Pensamos e analisamos em demasia, complicando o que é simples.

Por isso, na maioria das vezes, o que existe em nossa cabeça não condiz com a realidade.

Quando você exterioriza suas preocupações, percebe que elas não são tão complexas.

Na verdade, há soluções para elas.

A magnitude que possuíam dentro de você é perdida à medida que você as percebe como realmente são: problemas passíveis de solução como todos os demais. 

E para essa dica, nada melhor que compartilhar os problemas com um profissional que possui escuta qualificada.

Buscar a ajuda de um psicólogo e um processo de psicoterapia ajuda no desenvolvimento e no autoconhecimento.

Acredite em si mesmo

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Criar diálogos e situações em nossas mentes são técnicas que ajudam quando visualizamos ocasiões positivas.

Quando fazemos isso visando apenas os piores cenários, fortalecemos a ansiedade.

Nem tudo o que acontece conosco é negativo, certo?

Consequentemente, não devemos esperar sempre o pior nem nos prepararmos com antecedência para isso.

A preocupação excessiva é um sinal da ausência de autoconfiança.

Quando você se deparar com uma ocasião inesperadamente ruim, acredite que tem capacidade para lidar com ela.

Confie em seus instintos e na sua habilidade de resolver problemas.

Um último conselho: 

Aproveite o agora.

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Não deixe que o medo do que está por vir domine a sua vida.

A incerteza é uma parte fundamental da nossa existência e, também, o que a torna mais dinâmica. Se não encontrássemos desafios, seria fácil demais.

Abrace o desconhecido para começar a trabalhar junto com ele, e não contra.

fonte: vittude

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