Finanças

Planos de saúde: muitas mudanças e poucas explicações!

Os planos de saúde dos idosos e os aumentos

Os brasileiros sabem que não podem contar com a eficiência do sistema único de saúde e as empresas privadas – conhecendo bem essa realidade – se aproveitam. Somos reféns de uma única possibilidade: conseguir pagar o plano de saúde particular, independentemente dos preços exorbitantes.
Não são poucos os boatos sobre esse tema e a coisa está tomando um caminho muito confuso. Coparticipação, franquia, índices de reajuste – quais são os critérios? – e resoluções normativas, alterando as regras – ou a aplicação delas – dessa área tão essencial. Isso pode ser difícil de entender, mas essas mudanças podem afetar a vida de 50 milhões de brasileiros que usam algum plano de saúde.

O plano de saúde dos idosos e os aumentos

No mês passado, julho de 2018, a confusão tomou todas as pessoas que ouviram falar na tentativa de mudança das regras que regem o relacionamento plano/pacientes. Isso foi o suficiente para a ANS – órgão que organiza o setor – suspender a possibilidade das empresas lançarem tipos de plano que dividem certas despesas com o consumidor. Resumindo, você tem um plano e dependendo do tipo de uso, certamente aqueles que geram pouco lucro, a empresa cobraria uma parcela da despesa.

Calma, a coisa é mais grave! Existe outra discussão, entre sociedade e empresas, que não ganhou muita atenção: os critérios para realizar o reajuste dos valores de planos individuais e familiares.

Pensando na qualidade de vida dos idosos – público que depende desses serviços – e todos que convivem nessa realidade, o Avôvó elaborou uma sequencia de perguntas que pode auxiliar no entendimento do tema. Além disso, nosso equipe está procurando um profissional especializado que possa explicar com maiores detalhes o que realmente está acontecendo.

Perguntas básicas:

Qual a diferença entre planos individuais e familiares?

São idênticos nas condições básicas. Planos contratados por física, diretamente com a empresa ou através de consultor autorizado – aqui vale uma ressalta: existem muitos golpes de plano de saúde, sempre saiba com quem você está falando. O preço do individual varia conforme os serviços contratados (assistência hospitalar, enfermaria ou odontológica, por exemplo) , sendo que, nos planos familiares o numero de dependentes pode proporcionar descontos ou melhores condições. Essas opções não permitem rescisão unilateral e permitem um período de carência – tempo de espera para voltar a utilizar os serviços disponíveis.

Devo me importar com o reajuste? Qual a importância?

Plano de saúde dos idosos e os aumentos abusivos

Dois interesses, duas versões. As empresas alegam que as novas regras tornam o serviço financeiramente insustentável e os clientes/pacientes reclamam muito dos preços abusivos. O método utilizado é fundamental para encontrar um meio termo entre esses dois lados, por isso, sempre que ouvir falar sobre esse assunto, não deixe de tentar acompanhar as mudanças. Atualmente, 19% dos assegurados – cerca de 9,2 milhões de brasileiros – usam planos individuais.

Legal, mas como funciona o reajuste?

Os reajustes acontecem anualmente. A própria ANS que determina o teto e proíbe as empresas de aumentaram deliberadamente. Isso não acontece com os planos em grupo/coletivos, esses não possuem teto ou limite de aumento. A justificativa dada é o fato de os planos coletivos terem poder de barganha.

Números específicos?

O valor está fixado em 10% – válido entre maio/18 e abril/19.

10%, acima da inflação?

Os técnicos especializados da ANS explicam que a inflação não engloba todos os custos envolvidos. O método só conta a variação do preço, mas deixa de lado a variação de quantidade e serviços consumidos pelos clientes/pacientes de cada plano.

Qual a proposta de mudança?

A variação passaria a ser calculada pela variação dos custos médico-hospitalares dos planos individuais e não pelo reajuste dos planos coletivos. Haveriam também outros dois fatores: a produtividade do setor e a faixa etária dos usuários.

Estamos próximos de alguma mudança?

O plano de saúde dos idosos e os aumentos

O TCU afirma que a agencia reguladora não tem condição de coibir abusos nos aumentos dos planos. Em contrapartida, a ANS afirma que a metodologia escolhida pode encontrar a verdade e pontuar números justos para ambos os lados. Nós, olhando de fora, percebemos que o assunto ainda tem muito para evoluir, enquanto isso, pagamos o preço.

As empresas falam algo?

Sim. Eles reivindicam que o reajuste não seja igual para todas as empresas, mas considere as despesas, serviços e propostas apresentadas por cada um. O argumento principal se aloca na escassez de propostas com o modelo atual e só faz aumentar o preço de planos e serviços.

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