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Petrópolis: a casa de verão imperial!

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A chamada Cidade Imperial é um município localizado no interior do Rio de Janeiro, no Brasil. Petrópolis é a mais habitada da região Serrana Fluminense com um pouco mais de 300 mil habitantes. Além disso, a região possui o melhor PIB e IDH proporcionando uma excelente qualidade de vida aos que lhe escolhem como terra mãe. Segurança? Pode ficar sossegado. A cidade é a mais segura do estado e a sexta mais tranquila do país. Sendo assim, quem vai a Petrópolis não vive o caos da capital carioca.

O que esperar da amável cidade que leva na história a preferência da família imperial brasileira. Veja os muitos atrativos da cidade mais segura do Rio de Janeiro!

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O que tem de interessante? O calor do Rio é um problema para a terceira idade e muitos fogem de passeios na cidade maravilhosa por ter medo das altas temperaturas, mas aqui é diferente. O clima ameno, devido a elevação natural da região, alivia a sensação de tempo seco e desidratação. As muitas construções históricas e vegetação abundante são os outros atrativos que são facilmente reconhecidos pelos visitantes. Além disso, a cidade possui um movimentado comércio e serviços, além de produção agropecuária e indústria.

A fundação da cidade foi iniciativa do segundo imperador do Brasil, Dom Pedro II. Justamente por isso, o nome escolhido faz alusão ao monarca – em latim Petrus (Pedro) com a em grego polis (cidade), ficando “Cidade de Pedro -, sendo o apelido de “cidade imperial” originário da preferência da família imperial em passar os verões por lá. Outro fato interessante sobre a história dessa amável cidade é o fato de ter sido capital estadual temporariamente entre 1894 e 1902, devido à Revolta da Armada.

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Quantos dias são necessários?

Dois dias inteiros em Petrópolis (ou seja, três pernoites) são o tempo mínimo necessário para não deixar faltar nenhuma das atrações principais no roteiro. Se for se hospedar fora do centro de Petrópolis (como em Corrêas, Araras ou Itaipava), adicione tantos dias couberem na sua agenda (e no seu bolso) para curtir o hotel e fazer passeios pela Serra.

Pela proximidade da cidade do Rio de Janeiro e facilidade de acesso, Petrópolis também pode servir como bate-volta para quem está hospedado na capital. Com um dia livre para subir e descer a serra, você varia de ares e faz um belo passeio pelo centro histórico.

Qual a melhor época?

Petrópolis pode ser visitada o ano inteiro, mas combina especialmente bem com o friozinho dos meses de junho, julho e agosto, que são também os meses mais secos. No inverno, as temperaturas mínimas chegam a ficar abaixo de 10ºC de madrugada — mas ao meio-dia do dia seguinte deve passar dos 20ºC. O verão costuma ser quente (máximas ao redor de 25ºC, com mínimas acima de 15ºC) e muito chuvoso. Se pretender viajar neste período, não vá sem antes dar uma conferida na previsão do tempo e na condição das estradas.

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A Bauernfest, festa do colono alemão, é o grande evento do calendário de Petrópolis. Costuma acontecer entre o final de junho e início de julho, levando danças típicas, comida alemã, muita cerveja (e muita gente) aos arredores do Palácio de Cristal. Às segundas-feiras os museus fecham. Feriados costumam ser bem movimentados — reserve a hospedagem com antecedência, e esteja preparado para engarrafamentos na serra.

Melhores opções de transporte

Petrópolis está na região serrana do estado do Rio de Janeiro, a 60 km do aeroporto do Galeão. O Museu Imperial está a menos de 80 km da praia de Copacabana.

Carro

O acesso a Petrópolis é feito pela BR 040 (conhecida por rodovia Washington Luiz, neste trecho). Você sai do Rio de Janeiro na direção do Galeão e continua pela Linha Vermelha; a saída para a BR-040 é bem sinalizada. Se o trânsito não estiver pesado, você leva uma hora e meia da Zona Sul do Rio ao centro de Petrópolis.

De São Paulo a Petrópolis de carro

Petrópolis está a 450 km de São Paulo. Você vem pela Dutra (BR 116), mas não precisa ir até o Rio: sai da estrada antes de Queimados, para pegar a BR 493 (‘Arco Metropolitano’), que leva até a BR 040 para o trecho final até Petrópolis.

De Belo Horizonte, Ouro Preto e Tiradentes a Petrópolis de carro

A BR 040, que liga o Rio a Petrópolis, é também é a estrada que conecta o Minas Gerais ao Rio de Janeiro. Desde Belo Horizonte, são 380 km, sem sair da estrada. Desde Ouro Preto são 340 km (pegue a BR 040 em Conselheiro Lafaiete); desde Tiradentes, são 270 km (pegue a BR 040 em Barbacena).

De Paraty ou Angra dos Reis a Petrópolis de carro

Vindo do litoral sul fluminense, saia da Rio-Santos em Itaguaí, onde você pega a BR 493 (‘Arco Metropolitano’), atravessa a BR 116 e chega à BR 040 para o trecho final a Petrópolis. São 275 km desde Paraty e 185 km desde Angra.

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De Búzios a Petrópolis de carro

Enquanto a última etapa do Arco Metropolitano, entre Magé e Manilha, não for duplicada, o melhor caminho entre a Região dos Lagos e Petrópolis continuará sendo o que passa por dentro do Rio de Janeiro, entrando pela Ponte Rio-Niterói e seguindo pela Linha Vermelha. (O trecho de Magé a Manilha está inclusive em obras, o que deixa a viagem mais conturbada). Búzios está a 235 km de Petrópolis.

Vindo do litoral sul fluminense, saia da Rio-Santos em Itaguaí, onde você pega a BR 493 (‘Arco Metropolitano’), atravessa a BR 116 e chega à BR 040 para o trecho final a Petrópolis. São 275 km desde Paraty e 185 km desde Angra. (Veja como combinar Petrópolis e Paraty na mesma viagem neste post.)

Ônibus

Ir de ônibus do Rio de Janeiro a Petrópolis é facílimo e muito prático. E barato, também. As viações Unica e Facil, que pertencem ao mesmo grupo, fazem a viagem em 1h30 desde a Rodoviária Novo Rio. Os ônibus são confortáveis, com assentos que reclinam, ar-condicionado e banheiro. Você pode comprar online ou direto no guichê, sem problema. Há saídas o dia inteiro, e o intervalo máximo entre um ônibus e outro é de uma hora.

Como alternativa, de segunda a sexta também é possível começar e terminar a viagem no terminal Menezes Côrtes, também chamado de Castelo, no centro do Rio.

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De São Paulo a Petrópolis de ônibus

A Salutaris faz a rota direta, num ônibus noturno que leva 8 horas. Mas dá para pegar a ponte rodoviária ao Rio de Janeiro e seguir viagem a Petrópolis imediatamente, comprando passagem ao chegar.

De Belo Horizonte ou Tiradentes a Petrópolis de ônibus

Petrópolis é parada de rotas de ônibus que ligam Minas ao Rio. Dá para comprar Belo Horizonte-Petrópolis com a Util (6 horas de viagem) e São João del Rei-Petrópolis com a Paraibuna (4 horas e meia).

Roteiro de passeios mais interessantes

Centro histórico

O centro histórico de Petrópolis é uma belezinha. Com ruas arborizadas, pequenas pontes de madeira, e casarões bem conservados onde moraram condes e barões. A avenida Koeller, que leva o nome do engenheiro militar que projetou a cidade, é uma coleção de mansões lindíssimas (uma delas, onde morou a Princesa Isabel). Lá e por todo centro, cada casa de relevância histórica leva sua devida plaquinha contando quando foi construída e a quem pertenceu.

As principais atrações de Petrópolis ficam quase todas no centro histórico: o Museu Imperial, a Casa de Santos Dumont, o Palácio de Cristal, a Cervejaria Bohemia. Passeando a pé entre uma atração e outra você vai acabar encontrando outros lugares que valem a visita, como o Palácio Rio Negro, residência de verão de muitos presidentes da República, a Praça da Liberdade, onde negros livres se organizavam para comprar a alforria de companheiros escravos, e a Catedral de São Pedro de Alcântara, onde estão os restos mortais de Dom Pedro II, da imperatriz Teresa Cristina, da Princesa Isabel e do Conde d’Eu.

As charretes que batem ponto à frente do Museu Imperial fazem uma volta completa pelo centro histórico.

Museu Imperial

Principal atração de Petrópolis. O palácio que hoje abriga o Museu Imperial foi a residência de verão de Dom Pedro II. No circuito de visitação, você desliza de pantufas entre cômodos ora montados como nos tempos do império, ora exibindo vitrines com relíquias da família imperial. Estão lá a pena de ouro que Princesa Isabel usou para assinar a Lei Áurea, as coroas e o cetro dos imperadores, o trono de Dom Pedro II, e também o troninho de jacarandá que fazia as vezes de vaso sanitário. À parte, pode ser comprada entrada para o Sarau Imperial (que mistura teatro e música), ou para o espetáculo noturno Som e Luz (que tem tecnologia interessante, mas que já pede um filme mais novo para a projeção).

Casa de Santos Dumont

Rua do Encanto, número 22: desde o endereço, a casa de Alberto Santos Dumont em Petrópolis é um mimo. “A Encantada”, como ficou conhecida, foi desenhada pelo próprio aviador. Em exposição estão algumas peças pessoais suas, como o característico chapeuzinho. A grande atração é mesmo a arquitetura do pequeno chalé. Décadas antes de o termo “loft” se popularizar, Santos Dumont já havia pensado em uma casa sem paredes dividindo os ambientes, com cômodos multifuncionais e escadas recortadas, para aproveitar melhor o espaço. Um anexo completa a visita, com uma linha do tempo mostrando as principais criações do pai da aviação, uma sala de vídeo e maquetes.

Cervejaria Bohemia

O tour da Cervejaria Bohemia foi inspirado no Heineken Experience, passeio pela fábrica desativada da famosa marca holandesa de cerveja. E, quer saber? Nossa versão brazuca não ficou nada atrás. Na Bohemia, o bacana é que o tour fala não apenas sobre a marca, mas também sobre as origens da cerveja, a história da bebida no Brasil, e as características e ingredientes dos principais estilos de cerveja no mundo. Melhor ainda, cada entrada dá direito a três chopinhos de rótulos especiais, como a Jabutipa e a Caá-Yari, que são oferecidos ao longo do percurso. A cervejaria tem restaurante (um dos mais elogiados do centro de Petrópolis) e um ótimo bar, onde estão em cartaz cervejas de outros rótulos, como Wäls, Colorado, Leffe e Franziskaner. E, claro, uma lojinha absolutamente irresistível.

Palácio de Cristal

Conde d’Eu encomendou na França a estrutura para erguer o Palácio de Cristal e presentear sua esposa, a Princesa Isabel. Ao contrário dos palácios de ferro fundido e vidro de Londres e do Porto, que inspiraram a versão petropolitana, mas não existem mais, o Palácio de Cristal segue de pé, foi tombado pelo Iphan e é um dos pontos preferidos para fotos na cidade.

Rua Alfredo Pachá, s/nº | Tel. 24/2247-3721 | Aberto de terça a domingo, das 9h às 18h | Grátis

Fora do centro histórico

Visita guiada ao Quitandinha

Construído na década de 40 para ser o mais luxuoso hotel-cassino das Américas, o Quitandinha hoje funciona como centro cultural e de lazer, sob o comando do Sesc (que bancou uma restauração primorosa). A entrada é livre para conhecer os antigos salões, teatros e que tais, mas — aceita um conselho? — não deixe de fazer a visita guiada. É baratinha, dura uma hora e passa voando — são muitos os casos curiosos na história deste hotel que hospedou Walt Disney, Carmen Miranda e Greta Garbo. O Quitandinha fica a 20 minutos de carro do centro de Petrópolis. Leia nosso post sobre a visita guiada ao Quitandinha.

Rua Teresa

Uma loja de biquínis ao lado de uma loja de jeans, ao lado de uma loja de roupas de ginástica, ao lado de uma outra loja de jeans… O pólo têxtil da Rua Teresa é a festa dos garimpeiros de pechinchas. Você provavelmente nunca vai ter escutado falar das marcas que estarão por ali. Se não ligar para etiquetas, poderá fazer muito boas compras.

Passeio a Itaipava

Distrito de Petrópolis, Itaipava é onde a badalação está. Pela Estrada União e Indústria e redondezas há restaurantes bacanões, lojas de decoração, alguns pequenos shoppings (o mais novo é o Shopping Estação, com cinema 3D) e a noite mais animada dessas bandas da serra. Do centro de Petrópolis a Itaipava são 15 km, e um passeio de meio dia vale a pena para ver vitrines e fazer uma refeição especial.

(A Feirinha de Itaipava, em Araras, não é necessariamente melhor para compras do que a Rua Teresa, mas, se você tem filhos pequenos, vale a pena passar lá para dar uma olhada nas roupinhas infantis.)

Parque Nacional da Serra dos Órgãos (Parnaso)

A 65 km pela BR 040 (90 minutos de viagem), este parque oferece trilhas e mirantes — o mais famoso, o Mirante Dedo de Deus, que em dias claros permite ver até a Baía de Guanabara.

Av. Rotariana s/n Teresópolis | Tel. 24/2291-7424 . Visitação parte baixa das 8h às 17h durante o inverno e das 8h às 18h no horário de verão

Quem mora no Rio pode pensar em bate-volta!

De carro ou de ônibus, planeje sair do Rio cedinho. A Casa de Santos Dumont é um dos primeiros museus a abrir, às 9 horas, e é uma visita rápida. Saindo de lá, vá a pé até a Praça da Liberdade e tire fotos com a Catedral de São Pedro de Alcântara ao fundo. (E procure, na pracinha ao lado, pela réplica do 14-Bis.) Siga pela avenida Koeler em direção à catedral; o Mausoléu Imperial está logo na entrada. Ao sair, ande pela rua da Imperatriz na direção do Museu Imperial. Visite o palácio, os jardins e o anexo com os veículos usados durante o império.

Depois disso, certamente já vai estar na hora do almoço. As melhores opções do Centro serão o café e bistrô Duetto’s, nos jardins do próprio museu, ou a tradicional churrascaria Majórica. Mas se você quiser fazer o tour da Bohemia, o mais prático é já almoçar na fábrica.

No segundo tempo do passeio, visite o Palácio de Cristal. Dá para ir a pé da Bohemia, ou numa curta corrida de táxi da Majórica ou do Duetto’s). Então saia do centro histórico de táxi para fazer a visita ao Quitandinha. A visita é guiada na 4ª, sábado, domingo e feriado, com último horário às 16h (na 3ª, 5ª e 6ª a visita não tem guia).

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Ouro preto: um destino histórico

 

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Claudio Mello
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