Comportamental, Finanças

Personalidade do idoso e seu desenvolvimento social

Os traços de personalidade tendem a permanecer estáveis na terceira idade, mas foram constatadas diferenças de geração.

De acordo com o modelo de desenvolvimento de personalidade de Whibourne, o estilo de identidade (de assimilação, adaptação ou equilíbrio) pode prever a adaptação à velhice.

A última crise de Erik Erikson é a integridade versus desespero, culminando na virtude da sabedoria, ou aceitação de nossa vida e morte iminente (PAPALAIA & OLDS, 2006).

Nenhuma teoria sobre mudança de personalidade na fase tardia da vida adulta encontra apoio em evidências existentes.

O conceito de integridade de Erikson e o conceito de revisão de vida de Butler exercem influência, embora as pesquisas não indiquem ser eles necessários ou predominantes.

O conceito de descomprometimento, da mesma maneira, tem sido um desejo dos idosos, maior satisfação de vida e boa saúde mental costumam ser encontradas, mais seguido, entre idosos com um mínimo de descomprometimento (BEE, 1997).

Robert Peck distinguia três ajustes envolvidos no envelhecimento bem-sucedido: definição de si mesmo mais ampla versus preocupação com papéis profissionais, transcendência do ego versus preocupação com o ego.

Existem duas abordagens de estudo do enfrentamento que são os modelos ambientais e o modelo de avaliação cognitiva.

Os modelos ambientais enfatizam a interação entre as características do indivíduo e o ambiente.

O modelo de avaliação cognitiva vê a escolha de estratégias de enfrentamento adequadas como resultado da constante reavaliação de uma situação (PAPALAIA & OLDS, 2006).

Os dois primeiros modelos contrastantes de envelhecimento “bem-sucedido” ou “ideal” são a teoria do desencargo e a teoria da atividade.

Segundo a teoria do desencargo, o envelhecimento é caracterizado pelo mútuo afastamento entre a pessoa e a sociedade.

A teoria da atividade, que tem tido mais influência, sustenta que quanto mais ativo permanece o idoso, melhor ele envelhece.

Já segundo a teoria da escolta social, as reduções ou mudanças no contato social na idade avançada não prejudicam o bem-estar porque um círculo interno estável de apoio social é mantido.

Segundo a teoria da seletividade socioemocional de Laura Carstensen, as pessoas selecionam os contatos sociais que atendem a necessidade do ambiente; os idosos despendem seu tempo com pessoas que estimulam seu bem-estar emocional.

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Segundo a teoria da continuidade, adultos em envelhecimento buscam um equilíbrio entre continuidade e mudança (PAPALAIA & OLDS, 2006).

Os relacionamentos são muito importantes para os idosos, muito embora a frequência do contato social decline na velhice.

À medida que a expectativa de vida aumenta, aumenta também a longevidade potencial do casamento.

Os casamentos que duram até a terceira idade tendem a ser relativamente satisfatórios, mas as tensões que surgem das mudanças de personalidade, saúde e papéis podem exigir ajustes de ambos os parceiros (PAPALAIA & OLDS, 2006).

O divórcio é relativamente incomum entre idosos, e poucos idosos divorciados não se casaram novamente, mas essa proporção está aumentando.

Adultos que nunca se casaram têm menos probabilidade de se sentirem sozinhos do que divorciados e viúvos.

Homossexuais mais velhos, como os heterossexuais, têm necessidade de intimidade, contato social e geratividade.

Muitos homossexuais se adaptam ao envelhecimento com relativa facilidade (PAPALAIA & OLDS, 2006).

A fase tardia da vida adulta é um período em que desaparecem muitos papéis grandes ou pequenos.

Os que permanecem possuem menos conteúdo. Isso pode proporcionar maior licença para a individualidade e a escolha.

A maioria dos idosos vive com os familiares, geralmente cônjuge.

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Cerca de 30% daqueles que não vivem em instituições para idosos vivem sozinhos.

A maioria daqueles que vivem sozinhos são mulheres viúvas.

Muitos adultos mais velhos perdem o papel de esposo, devido à elevada taxa de viuvez.

Entre aqueles idosos não casados, morar sozinho é a organização de vida mais comum.

A maioria das pessoas mais velhas não quer viver com os filhos, mas 13% vivem com eles ou com outros parentes.

A minoria que mora com um filho tem origem mais humilde (BEE, 1997).

As relações conjugais, na fase tardia da vida adulta, são, em média, relações entre pessoas com elevada satisfação conjugal, com forte lealdade e afeto mútuo.

No caso de um dos cônjuges ter alguma incapacitação, o cônjuge saudável proporciona o atendimento. I

dosos casados, como grupo, são um pouco mais saudáveis e estão mais satisfeitos com suas vidas do que idosos solteiros, essa diferença é maior entre os homens, do que entre as mulheres (BEE, 1997).

A maioria dos idosos possui, no mínimo, um filho vivo, e maior parte deles vê regularmente seu(s) filho(s), e com algum prazer.

No entanto, a quantidade de contato com os filhos não tem correlação com o nível geral de satisfação de vida ou com o estado de espírito desses adultos.

Há certos indícios de que as relações com os parentes, em especial com as irmãs, podem se tornar mais importantes na fase tardia da vida adulta do que em fases anteriores de vida.

A maioria dos idosos prefere permanecer em suas casas.

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Somente 5% são internados em determinado momento, mas a proporção aumenta muito com a idade.

As alternativas para a internação incluem comunidades de aposentadoria e assistência, divisão de moradia, lares de grupo, moradia acessória, lares com assistência e lares adotivos. (BEE, 1997).

O grau de contato com os amigos está relacionado à satisfação geral de vida entre adultos mais velhos.

As mulheres nesse grupo etário continuam a ter amplas redes sociais.

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Os homens confiam mais em sua esposa, na busca de apoio social, ao passo que as mulheres confiam nos amigos e nos filhos (BEE, 1997).

Alguns idosos continuam a trabalhar pela remuneração, mas a vasta maioria se aposenta.

Muitos aposentados realizam trabalho remunerado ou voluntário em meio turno.

A situação financeira dos idosos melhorou, mas ainda quase um a cada cinco vive na miséria ou quase miséria.

Estilos de vida comuns depois da aposentadoria incluem investimento equilibrado e enfocado na família, e padrões de lazer sério (PAPALAIA & OLDS, 2006).

Normalmente a aposentadoria antecipada costuma ser ocasionada por doença.

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Uma aposentadoria no momento certo é afetada por responsabilidades familiares, adequação dos rendimentos antecipados e satisfação com o trabalho.

Os rendimentos costumam reduzir-se com a aposentadoria, mas a adequação do rendimento não declina em demasia.

Os aperfeiçoamentos na seguridade social significam que adultos mais velhos estão, atualmente, em melhores condições financeiras do que jamais estiveram, embora 12% vivam em estado de pobreza e ¼ possua rendimentos que beiram a pobreza.

Entre os idosos, as mulheres e os membros das minorias estão mais propensos a viver na pobreza (BEE, 1997).

A aposentadoria parece não ser uma mudança de vida estressante para a grande maioria.

Ela não possui uma relação de causalidade com qualquer deterioração da saúde física e mental.

A minoria que a entende como estressante está inclinada a ser composta por aqueles que sentem possuir o mínimo de controle sobre o processo (BEE, 1997).

Um ponto importante para um envelhecimento bem-sucedido é a elevada satisfação de vida, mais comumente encontrada entre aqueles idosos casados, com rendimentos adequados e com personalidade um tanto extrovertida, que sentem possuir um bom controle sobre suas vidas, percebem sua saúde como boa e estão satisfeitos com a quantidade e a qualidade das interações que possuem.

A adequação do apoio social percebido e um senso de controle parecem constituir elementos de especial fundamento (BEE, 1997).

fonte: portal da educação

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