Física

A perda auditiva nos idosos: causas, tratamentos e sintomas

perda de audição nos idosos

Os idosos vão sofrer com a perda de audição, mas podemos aliviar os sintomas com uma vida saudável e corrigir o problema com o uso do aparelho auditivo. Sem preconceitos e com muita conversa!

O Avôvó sempre te escuta. A perda de audição natural ocorre com o envelhecimento de todo o organismo. O nome medicinal é presbiacusia, sendo considerada uma doença multifatorial, caracterizando perda de audição em ambos os ouvidos no decorrer da vida. A perda auditiva tem um enorme impacto sobre a qualidade de vida de milhões de indivíduos idosos, tornando se um transtorno cada vez mais comum com o envelhecimento da população.

A partir dos 45 anos, a cada dez anos quase dobra o número de pacientes com alguma perda auditiva. Respectivamente, 11%, 25% e 50% sendo uma situação quase irremediável. Entre os principais fatores que contribuem para a perda de audição ao longo do tempo, a hereditariedade e a exposição crônica a ruídos altos. Existem outros fatores? Sim, as mais variadas atitudes podem prejudicar sua audição e isso normalmente não é falado.

  • Uso de substâncias fortes, como:

  • Antibióticos da classe aminoglicosídeos em doses altas;
  • Uso crônico de aspirina;
  • Uso crônico de anti-inflamatórios;
  • Sildenafil (Viagra);
  • Cocaína;
  • Intoxicação por metais pesados, como mercúrio, chumbo ou arsênico.

  • Infecções:
  • Otite média.
  • Cocleíte viral.

a surdez nos idosos

Sintomas da perda auditiva no idoso

Podemos colocar entre os sintomas mais frequentes: zumbido, vertigem e desequilíbrio. O ouvido humano é capaz de ouvir frequências – as famosas ondas sonoras – entre 20 Hz e 20000 Hz (20 KHz). Muitos adultos já não conseguem ouvir frequências acima de 15000 Hz (15 KHz). Na presbiacusia, a perda auditiva é ainda maior e as frequências mais afetadas são aqueles acima de 2000 Hz (2 KHz).

No discurso humano as vogais costumam ser de média e baixa frequência enquanto as consoantes são de alta frequência. Algumas consoantes com o som de “Z”, por exemplo, podem ter frequências até 8000 Hz (8 KHz). Por isso, os pacientes com perda de audição relatam ouvir os sons saindo da boca dos falantes, mas, devido a diferença entre silabas, perdem a fluência das palavras e não entendem o sentido da fala.

Outras dificuldades são: ouvir pessoas em ambientes com outros ruídos, sendo fácil a recepção em salas fechadas e restaurantes silenciosos, por exemplo; maior dificuldade em captar a fala das mulheres, pois naturalmente possuem um discurso com frequência mais elevada – não podemos confundir voz alta com frequência alta.

O fato é: a melhor opção não é falar muito alto com os idosos que possuem perda auditiva. No grito, as vogais de frequências baixas são amplificadas, enquanto as consoantes permanecem inaudíveis, tornando essa fala muito desagradável ao ouvinte. A fala com volume exacerbado só funciona com pacientes com outros motivos para a perda de audição. A grande maioria não procura ajuda médica, retardando possíveis melhoras. Além disso, existe uma crença que o uso do aparelho auditivo – aquele para reparar o desvio – leva ao preconceito geral das pessoas. O tratamento existe e quando negligenciada pode levar ao isolamento social progressivo e depressão.

Qualquer pessoa que sinta algum grau de perda auditiva deve procurar um otorrinolaringologista. Este médico é capaz de diagnosticar a deficiência auditiva e de identificar sua causa. Com um exame chamado audiograma, o médico é capaz de identificar as perdas auditivas.

Tratamento para o idoso

Não existe! O que a medicina pode fazer é prevenir – evitando as coisas que listamos no começo da matéria – e atenuar os sintomas com aparelhos tecnológicos.

Aparelhos auditivos

Os aparelhos auditivos podem melhorar a função auditiva na maioria dos casos de presbiacusia. A perda auditiva raramente se torna tão grave que os aparelhos auditivos não são eficazes em restaurar a capacidade de se comunicar. Além disso, ajudam a melhorar o zumbido experimentado por muitos pacientes com presbiacusia.

Implante coclear

O implante coclear envolve a colocação de um conjunto de eletrodos dentro do ouvido interno para estimular diretamente os neurônios responsáveis pela interpretação dos sons. Este procedimento pode ser realizado com segurança mesmo em pessoas acima dos 80 anos.

Abaixo, assista o vídeo da entrevista exclusiva que o Dr. Giuliano Bongiovanni concedeu ao Portal AVôVó, explicitando o tema proposta que é o da Perda de Audição:

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