Saúde Física

O sistema digestivo e os seus aliados na terceira idade

sistema digestivo

O sistema digestivo e os seus aliados na terceira idade.

O corpo envelhece.

O sistema digestivo também envelhece.

Falaremos desse processo natural e pontuaremos quais são os alimentos que auxiliam os idosos nessa trajetória.



O corpo começa o processo de envelhecimento logo após aos 20 anos de idade.

Isso mesmo, existem duvidas para cravar a data exata, mas os cientistas já sabem que as principais estruturas começam a declinar antes dos trinta.

Não parece ser uma noticia muito otimista, mas entendam que isso é inerente aos humanos – todos nós – e não temos como fugir.

A única coisa que podemos fazer é entender como funciona a coisa toda, ou parte a parte, e correr para aliviar os sintomas do envelhecimento.

Senhoras e senhores, muita atenção!

O sistema digestivo administra quase todas as reservas do corpo, por isso, como veremos, o envelhecimento tem um efeito mais leve sobre suas funções.

Outros sistemas e órgãos essenciais sofrem muito mais, por exemplo. No entanto, apesar de não ser alarmante, o envelhecimento é responsável por vários distúrbios do sistema digestivo.

Em particular, os adultos idosos são mais propensos a desenvolverem diverticulose – condição em que pequenas bolsas protuberantes se desenvolvem no trato digestivo – e apresentarem outros distúrbios digestivos, como constipação no intestino grosso e reto).

Isso pode ocorrer como efeito colateral de tomar certos medicamentos.

O sistema digestivo é composto por diversos órgãos – basicamente 5, caso você considere o intestino como um só – e abrange grande parte do corpo humano.

Abaixo, veremos ponto a ponto quais são os principais problemas, órgão a órgão:

Esôfago:

Com a idade, a força das contrações esofágicas e a tensão no esfíncter superior do esôfago diminuem, mas a ingestão de alimentos não é prejudicada por essas alterações.

No entanto, muitos adultos idosos são propensos a serem afetados por outras possibilidades de doenças esofágicas.

Estômago:

O passar do tempo diminui a capacidade do revestimento do estômago em resistir a lesões, o que, por sua vez, pode aumentar o risco de úlcera péptica, especialmente em pessoas que usam aspirina e outros medicamentos anti-inflamatórios não esteroides.

As mudanças geralmente não produzem quaisquer sintomas notáveis.

O envelhecimento tem pouco efeito sobre a secreção dos componentes do suco gástrico, como ácido e pepsina, mas quadros clínicos que diminuem a secreção ácida, como gastrite atrófica, tornam-se mais comuns.

Intestino delgado:

Muitos idosos podem desenvolver intolerância a laticínios, devido aos níveis de lactase que diminuem com a idade.

O crescimento excessivo de determinadas bactérias torna-se mais comum com a idade e pode conduzir a dor, inchaço e perda de peso, podendo reduzir a absorção de certos nutrientes, como vitamina B12, ferro e cálcio.

Pâncreas, fígado e vesícula biliar:

O peso global do pâncreas diminui e parte do tecido é substituída pela formação de cicatrizes, a chamada fibrose.

No entanto, essas alterações não diminuem a capacidade do pâncreas produzir enzimas digestivas e bicarbonato de sódio.

Intestino grosso e reto:

A constipação intestinal – retardo dos ritmos intestinais e expulsão fecal, requerendo esforço excessivo para evacuar – fica mais frequente, sendo causada por diversos fatores:

  • Um discreto retardo no movimento do conteúdo pelo intestino grosso;
  • Uma modesta redução nas contrações do reto cheio de fezes;
  • Uso mais frequente de medicamentos que causam constipação intestinal;
  • Frequentemente, menos exercício ou atividade física.

Quais são os alimentos que podem ajudar?

Sistema digestivo

Muitas pessoas sofrem com problemas de digestão, mas, com toda certeza, os idosos reclamam cotidianamente de problemas intestinais, azia, prisão de ventre, má digestão e gastrite.

Isso acontece pelo envelhecimento do corpo, como já vimos, e pelo diminuição do funcionamento pleno de alguns órgãos responsáveis pela digestão.

Não é possível parar esse processo, mas a alimentação pode auxiliar e prevenir desgastes precoces.

Veja a lista:

Fibras em Geral:

Atuam na velocidade com que o intestino funciona, promovendo uma melhora significativa na digestão do idoso.

No entanto, o consumo de água, simultaneamente, é essencial para formar o bolo fecal.

Gengibre:

Auxilia na secreção gástrica, poder anti-inflamatório natural, prevenindo as dores provocadas pela gastrite.

Remédio natural para dores estomacais, queimação causa pelo suco gástrico e náuseas.

Mamão:

Auxilia na digestão de proteínas. Ideal para cardápios como os de churrascos com muita proteína.

Abacaxi:

Outra opção para ingerir melhor as proteínas.

Chás Digestivos:

Hortelã e camomila, ajudam na digestão e diminuem a sensação de inchaço após as refeições.

Detalhe, consumir após 30 minutos da refeição.

Ponto importante:

As dicas devem englobar a grande maioria dos idosos, mas obviamente não se aplicam de forma irrestrita.

Cada pessoa tem singularidades e uma condição de saúde especifica, gerando implicações e necessidades diferentes.

Os itens podem não ser indicados dependendo de cada idoso.

Algumas doenças pedem uma atenção maior e apenas, apenas mesmo, o médico especialista deve indicar/liberar a aplicação de qualquer dieta.

Após a consulta, procure um nutricionista para elaborar o conjunto de alimentos ideal.

Veja também no Portal AVôVó:

Nutrir o corpo é diferente de alimentá-lo

 

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