Saúde Física

Nutricionista e a sua importância na terceira idade

Nutricionista e a sua importância na terceira idade.

A atuação do Profissional Nutricionista.

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Envelhecimento, é um processo fisiológico que acontece a todas as pessoas em ritmos diferentes, fazendo parte do ciclo natural da vida.

Entre outros fatores a melhoria no desenvolvimento social e na qualidade de vida, resultou no aumento da expectativa de vida e no crescente número da população idosa.

Faz-se cada vez mais necessário, instituições e profissionais de saúde capacitados para cuidar de idosos, proporcionando qualidade de vida aos mesmos.

Entre os muitos fatores que possibilitam tal fato dentro das Instituições de Longa Permanência para Idosos (ILPI), está a alimentação com o objetivo de nutrição apropriada a idosos.

A nutrição no envelhecimento preza deixar em alta o sistema imunológico, que já se faz limitado devido a alterações fisiológicas próprias da idade, evitando doenças oportunistas e o controle de patologias crônicas.

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Diferentemente da fase jovem onde precisamos da energia vinda dos Macronutrientes (Carboidratos, Proteínas e Lipídeos) para realizarmos nossas atividades diárias, a fase idosa necessita de maior ingesta de Micronutrientes (Vitaminas e Minerais), para manter o equilíbrio das funções de órgãos e tecidos, aumentando a imunidade.

O Metabolismo dos idosos fica mais lento com o passar da idade e a redução da atividade física, além das perdas sensoriais características que geram alterações no apetite, paladar e seleção de alimentos.

Se o corpo muda, a alimentação também deverá sofrer mudanças para assegurar a nutrição e o prazer de alimentar-se.

Nutricionista e a sua importância na terceira idade

Alguns pontos, são muito relevantes ao profissional que planeja a alimentação de idosos nas ILPI´s, entre estes destacamos:

– Escolha criteriosa de fornecedores, para a garantia de matéria prima de boa qualidade;

– Treinamento da equipe de cozinha, para assegurar higiene e correto preparo dos alimentos;

– Redução no uso de sal e consequente aumento do uso de alho, cebola e ervas frescas que garantem sabor agradável aos alimentos mesmo com a redução de sal, proporcionando o controle da pressão arterial sanguínea, principalmente se aliado a atividade física, acompanhado de educadores físicos capacitados;

– Redução no uso de óleos, margarinas, manteiga e gorduras em geral, o que evita o ganho de peso corporal já que o metabolismo está desacelerado e o gasto energético é diminuído;

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– Inclusão de Azeite Extra Virgem em dosagens certas, favorecendo a diminuição do LDL Colesterol (Colesterol “Ruim”) e aumentando as frações do HDL Colesterol (Colesterol “Bom”). Lembrando-se sempre que apesar de ser uma gordura boa, ainda assim é gordura e seu excesso favorece o ganho de peso;

– Substituição de Café e Chá de ervas escuras a noite, por chá de ervas claras, o que proporciona bem estar e menos agitação no sono do idoso, que já costuma ser diminuído com o avançar da idade;

– Utilização de fibras solúveis como a aveia, que também tem comprovação científica no combate ao Colesterol LDL;

– Utilização de fibras insolúveis como o farelo de trigo, que favorece o aumento do bolo fecal, aumentando a função intestinal que também é naturalmente diminuída com a redução de atividades físicas e idade.

Um intestino saudável, é garantia de boa saúde;

– Ingestão de Verduras, Legumes e Frutas variados que garantem o aporte ideal de Micronutrientes, possibilitando a manutenção de órgãos e tecidos.

Mantendo forte o sistema imunológico, além de favorecer o intestino, principalmente com o consumo de prebióticos;

– Boa ingestão de Leite e seus derivados, garantindo o cálcio necessário às funções cardíacas e a demanda necessária para ossos e dentes (de preferência a versão desnatada que tem menos gordura e mais cálcio disponível, visto que a gordura diminui a absorção do cálcio no organismo).

Atenção especial para o uso de probióticos que garantem a microbiota intestinal;

– Manter a dieta básica de arroz, feijão e carnes magras e diversas, porém sem exigir que o idoso o faça em grande quantidade destes alimentos, já que seu gasto energético está diminuído;

– Reduzir o uso de Carboidratos simples como o açúcar e incentivar o consumo de Carboidratos complexos como o arroz, pão e massas integrais, que permitem o controle da glicemia sérica, evitando picos glicêmicos e alterações do pâncreas em sua produção de insulina.

 

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Este procedimento, evita o diabetes e contribuí para o controle da patologia dos que a possuem;

– Substituir doces por frutas frescas da estação nas sobremesas, auxilia o idoso no controle glicêmico, na ingestão de fibras (solúveis e insolúveis), aumentam a ingestão hídrica e reduz gastos financeiros;

– Aumentar o consumo de água faz todas as funções corporais terem êxito, mantendo o idoso bem e hidratado.

Ofertar água várias vezes ao dia, em pequenas porções.

Além destes pontos, algumas estratégias como manter agradável o ambiente onde são feitas as refeições, com música apropriada e flores, favorecem o prazer de se alimentar e a socialização dos idosos.

Contribuir para o aumento da qualidade de vida dos idosos em ILPI, deve ser objetivo principal do profissional Nutricionista, o qual é alcançado através de alimentação saudável que proporciona nutrição adequada a esta especial fase da vida.

fonte: portal da educação

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