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Por que usar a música para relaxar a mente (e o espírito) é eficaz?

Ouvir música faz bem aos idosos

A música afeta positivamente em nosso humor, alivia dores e serve até como incentivo à prática de atividade física.

Se você vive estressado ou sofre de ansiedade e procura desesperadamente um modo de se livrar desses problemas, temos uma aliada importante para sua empreitada. Use a música para relaxar, cuidando do bem-estar físico, mental e espiritual! Vá por nós. Ela afeta positivamente em nosso humor, alivia dores e serve até como incentivo à prática de atividade física. Viu? São muitos os benefícios, amigo.

Como isso é possível? Simples. A música trabalha com quase todas as regiões do cérebro. Uma canção pode ativar a estrutura do cerebelo, responsável por controlar a produção e a liberação de dopamina e noradrenalina, neurotransmissores que causam sensações de felicidade e bem-estar, e a amígdala cerebelosa, relacionada ao processamento emocional no córtex cerebral, por exemplo. Por isso, certas melodias têm o poder de mexer com nossos sentimentos, suscitando uma série de sensações: alegria, emoção, euforia…

Até o hipocampo, ligado à memória, é acessado quando soltamos a voz, acompanhando nossa música favorita, ou reproduzimos certa melodia em algum instrumento.

Um estudo feito pela Universidade da Flórida mostra como a música age em nosso cérebro. Segundo os pesquisadores, cada componente da uma peça musical mexe com uma região específica do órgão, trabalhando, de modo geral, em zonas responsáveis pelo conhecimento e interpretação de sentimentos.

Olhe só que interessante a relação do cérebro com as partes da música:

– Ritmo:

Córtex frontal esquerdo, córtex parietal esquerdo e cerebelo direito.
– Tom:

Córtex pré-frontal, cerebelo e lobo temporal.

– Letra:

Área de Wernicke, área da Broca, córtex visual, córtex motor e zonas de respostas emocionais.

A pesquisa ratifica ainda que a música melhora o desempenho de atletas, seja em academias ou na prática de algum esporte, e distrai tanto nosso cérebro que dá a impressão de desacelerar o tempo. Sabe aquelas melodias usadas por telemarketing enquanto esperamos atendimento? Elas são inseridas para que o cliente não perceba os segundos que estão passando.

Esse não é, contudo, o único estudo feito com o intuito de provar os benefícios da música para a saúde. Esse é um tema trabalhado com frequência pela ciência e já testou essa relação com o desempenho no trabalho, no tratamento de doenças e até no ambiente escolar.

Ouvir música para relaxar a mente é tão eficaz por isso. Ao ativar esses neurotransmissores, que trabalham no centro de prazer do cérebro, somos tomados por aquela sensação de tranquilidade, que muda nosso humor e desanuvia nossos pensamentos. Fale a verdade: quem nunca ouviu uma música para meditar, alcançando o silêncio da alma para refletir sobre a vida? Pois é…

Então, está sabendo, né? Se a situação está difícil, coloque música para relaxar. É claro, canções com lindas melodias e letras que expressam bons sentimentos garantem resultados muito mais satisfatórios. Acrescente essa dica a outras que já selecionamos aqui para você se livrar do estresse ou controlar crises de ansiedade, hein?

Musicoterapia

Ouvir musica na terceira idade faz bem para o corpo, mente e alma

O som mexe tanto com nossas emoções que tem sido usado por médicos, terapeutas e preparadores físicos como tratamento para diversos problemas. E o melhor: trazendo ótimos resultados! Esse é o objetivo da musicoterapia.

Essa prática pesquisa a relação do ser humano com a música e seus elementos, usando esse conhecimento em métodos terapêuticos. Os profissionais usam instrumentos musicais, canto e ruídos para ajudar na reabilitação física, mental e social dos pacientes. Dessa maneira, auxilia pessoas com dificuldade de aprendizado ou com doenças crônicas e contribui para melhorar a qualidade de vida. Ela é recomendada, inclusive, no tratamento de dependência química, sabia?

“A musicoterapia pode ser usada como medida preventiva principalmente no envelhecimento”, atesta a dra. Daiane Pazzini, especialista em saúde do idoso. Segundo a musicoterapeuta, a prática é recomendada para os idosos por ser uma possibilidade de socialização e para continuar ativando sua memória e outras funções cognitivas, prevenindo, dentre outras doenças, a depressão na terceira idade.

Já tratamos aqui da importância da família na prevenção e tratamento desta doença, incentivando os idosos a ter uma vida ativa e ficando atento aos mais evidentes sintomas da depressão, como tristeza excessiva e isolamento. O quadro é tão preocupante que a Inglaterra nomeou uma “secretária da solidão” para pensar, junto a organizações não governamentais e empresas, estratégias de combate ao problema. No país, cerca de 9 milhões de pessoas sofrem de solidão.

“O idoso vai dançar com a música, não vai cair em depressão. Se for uma terapia em grupo, estará rodeado por pessoas que estarão ali com o mesmo objetivo que ele, cantando e estimulando”, completa.

https://www.avovo.com.br/transtornos-da-ansiedade-em-idosos/
José Helio Contador Filho do Eu sem Fronteiras, comenta no artigo abaixo o resumo de uma de suas palestras que tem como tema: “Música, Corpo, Mente e Alma”.

Sempre tive uma fascinação e uma curiosidade sobre a enorme influência que a música tem em nossas vidas. De onde vem o poder que uma determinada música tem, instantaneamente, em nos remeter à momentos incríveis vividos no passado, ou então nos colocar na fossa ou elevar o nosso astral?

Tem músicas que, quando começam a tocar, já nos primeiros acordes, mexem com nossa emoção e fazem com que nosso corpo reaja conforme o ritmo.

Desde jovem já tive aulas de piano, violão, teclado e cheguei a participar, por pouco tempo e sem sucesso, de uma banda de baladas na adolescência. Mas foi aos 50 anos de idade, no auge da carreira executiva, que percebi que precisava de uma atividade musical para equilibrar os desafios de uma agenda insana de trabalho executivo, que poderia me levar a um descontrole emocional, físico e mental.  Foi então que decidi voltar a estudar música num Conservatório Musical e escolhi o Saxofone como instrumento principal, me obrigando a tocar com partituras e assim exercitando outras partes do meu cérebro que estavam pouco utilizadas, o que me trouxe um ganho na qualidade de vida excepcional.

Mas foi após o início de uma nova fase na minha vida profissional, que alguns chamavam antigamente de aposentadoria, é que decidi investigar mais a fundo a causa da influência da música na nossa vida, quando decidi então fazer um curso de pós-graduação em Musicoterapia.

Na literatura especializada, encontra-se uma grande variedade de matérias sobre o assunto, indicando claramente que a música, ou efeitos sonoros, acompanham o ser humano desde o início de seu primitivismo, com os tambores que eram usados para comunicação e também em rituais de dança e cura. Fala-se que o Rei Saul, considerado o primeiro rei do antigo reino de Israel, cerca de 1.000 anos AC, já usada a música da harpa para curar suas dores de cabeça. Passando pela Grécia antiga, Roma, Renascença, Guerras Mundiais e chegando até os dias de hoje, a música é parte integral dos nossos momentos de vida, seja nas festas sociais, nas religiões, nos esportes, nos momentos de alegria ou tristeza, ela está sempre lá.

Através dos estudos avançados na área de Neurociência e dos equipamentos modernos tais como Tomografia Computadorizada, Eletroencefalograma, Ressonância Magnética, entre outros, pode-se comprovar cientificamente hoje os efeitos que a música tem em nosso cérebro, nos mostrando quais partes são afetadas emocionalmente quando ouvimos determinados tipos de música.

A própria Organização Mundial da Saúde já identificou que a Musicoterapia se vincula estreitamente com as ciências que estudam o ser humano em seus aspectos biopsicosocioespirituais.

A Musicoterapia é muito usada atualmente em Clínicas e Hospitais no alívio de diversas patologias, e tem efeitos cientificamente comprovados nos nossos corpos físico e mental, tais como alterações na temperatura corporal, nos níveis de endorfina, nos hormônios do estresse, no estímulo da atividade imunológica, na percepção do tempo, na memória e reforço de aprendizagem, na produtividade no trabalho, no rendimento muscular e diversos ritmos internos (respiração, batimento cardíaco e etc.)

musica para o idoso faz bem
Ela não tem o poder de curar as doenças, porém ameniza comportamentos agressivos, ajuda na recuperação da linguagem verbal, na coordenação motora, na integração social e etc.

Tudo isso sem falar nos efeitos que a música provoca em nossa alma. Independentemente de religião, qualquer um que acredite que temos uma alma ou um espírito que transcende nosso corpo físico, tem a certeza que somos afetados por efeitos musicais.

Num de seus livros, Léon Denis cita a seguinte frase:

“O som, o ritmo e a harmonia são forças criadoras. Se pudéssemos calcular o poder das vibrações sonoras, avaliar sua ação sobre a matéria fluídica, chegaríamos a um dos segredos da energia espiritual. Quando a música é sustentada por nobres palavras, a harmonia musical pode elevar as almas até as regiões celestes. Porém, unida a palavras imorais, a música torna-se um instrumento de perversão que precipita a alma na baixa sensualidade e é uma das causas da corrupção dos costumes da nossa época”.

Simples assim, só depende de cada um de nós aprendermos a usar a música favoravelmente em nossas vidas, e, aproveitando a oportunidade, parabéns aos músicos.

fonte: portalboavontade e eu sem fronteiras

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