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Museu in loco: Instituto Ricardo Brennand

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Os museus brasileiros são incríveis e pouco conhecidos. A maioria da população brasileira, infelizmente, nunca ouviu falar de Ricardo Brennand. O Avôvó te apresenta!

A vida cultural deve ser trilhada com entusiasmo e paixão. A arte envolve tudo aquilo que a razão não consegue explicar. O sentimento mais profundo que marca a história da humanidade está registrado na arte, nas artes. Por isso, o portal Avôvó está resenhando os principais museus do Brasil.

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Se você estiver por perto, não deixe de visitar e deixar plantar/florescer sua vida cultural. A experiencia de hoje é nordestina, a cidade do Recife. O Instituto Ricardo Brennand, a melhor imersão cultural do nordeste.

O lugar é especial, entre obras maravilhosas e jardins para descansar. Muito parecido com o museu mineiro Inhotim, tanto em jardins espetaculares quanto em acervo vasto. A recomendação não é à toa: vamos começar.

O melhor do Brasil, América Latina e entre os melhores do mundo!

O portal Avôvó não escolheu esse centro cultural à toa. Por dois anos consecutivos (2014 e 2015), o centro cultural foi eleito como o melhor museu da América Latina e o 19° melhor museu do mundo, segundo viajantes do mundo inteiro na TripAdvisor.

Entre os pontos que mais impressionam é a coleção de obras. Thereza da Fonseca Borges Diniz compondo Hymno á euterpe, Tereza Costa Rego pintando Bar Savoy, Claire Colinet esculpindo a “Valquíria” e artistas como Jean-Baptiste Debret.

Como nasceu um espaço com 30.000m² para expor arte!

Poderíamos falar estórias de terceiros, mas separamos a verdade: a narrativa do fundador, contando com detalhes o inicio da paixão de colecionador e a inspiração para criar o espaço!

Fala Ricardo: “Ainda criança, ganhei um canivete do meu pai. O que seria um brinquedo para qualquer menino de minha idade veio a despertar em mim uma vocação de colecionador. Ao longo de minha vida, por mais de meio século reuni, de forma apaixonada, os mais diferentes exemplares de armas brancas, produzidos por exímios artesãos, todos ligados diretamente à história do Ocidente e do Oriente.

Com o passar dos anos resolvi repartir a contemplação e a vivência deste acervo com a gente do meu Pernambuco e para isso foi criado, sem fins lucrativos, em 2001, o Instituto Ricardo Brennand, como um complexo arquitetônico onde encontram-se guardados antigos sonhos do menino de ontem que conseguiu reunir este notável acervo de peças artísticas.

 

Na minha vida, meu sucesso como empresário foi, em grande parte, fruto do apoio que sempre recebi da minha gente, dos meus colaboradores e da permanente companhia do meu Pai Antônio e do Tio Ricardo.

Além de Graça, mulher dedicada, que me deu oito filhos, companheiros do dia-a-dia, solidários com meus sonhos e que serão meus sucessores e responsáveis pela manutenção e conservação deste Patrimônio Cultural de Estudos Brasileiros.

Assim, para resgatar parte do que de todos recebi, com desapego pelas coisas materiais e coragem indispensável para enfrentar os desafios, pude ver o nascimento desta obra, ao fincar, aqui, em São João da Várzea, as bases do Instituto Ricardo Brennand em homenagem ao meu Tio.”

Galeria

A galeria possui 992 m² e foi inaugurada em 2011 para integrar o conjunto arquitetônico do Instituto Ricardo Brennand, composto também pelo Castelo São João e Pinacoteca.

O espaço é destinado a receber obras itinerantes, mas também recebe eventos sociais e corporativos. Esculturas de mármore representando as quatro estações enfeitam o interior e, como destaque principal, uma réplica de “O Pensador”, obra máxima de Auguste Rodin – escultor francês, conhecido como “pai” da escultura moderna -, fundida em bronze patinado autenticada pela Casa Rodin de Paris com a marca 8/25.

Entre as exposições passageiras, aquelas com duração pré-determinada, a galeria apresenta o repertorio fixo com Francisco Brennand, Tereza Costa Rêgo, José Cláudio, Ismael Caldas, Reynaldo Fonseca e Aloísio Magalhães.

Pinacoteca

Pernambuco está definitivamente no roteiro de grandes exposições nacionais e internacionais, graças ao Instituto, dispondo de uma das mais modernas pinacotecas do Brasil. Os equipamentos de alta tecnologia asseguram a preservação, controlam a umidade, temperatura e luminosidade das obras.

Inaugurada em setembro de 2002 com a exposição “Albert Eckhout Volta ao Brasil (1644 – 2002)”, atualmente a Pinacoteca apresenta as exposições do acervo, de longa duração: “Frans Post e o Brasil Holandês”, “O Oitocentos Brasileiro”, “Coleção Janete Costa e Acácio Gil Borsoi” e “O Julgamento de Nicolas Fouquet”.

Além disso, o espaço está preparado para receber eventos e grupos de visitantes com grande número de pessoas, com espaços do foyer, auditório com capacidade para 100 pessoas, banheiros, reserva técnica, loja, cafeteria, biblioteca e sala do conselho.

Museu de armas e Castelo São João

O coleção particular está entre as mais importantes do mundo. São mais de 3 mil peças. Dentre facas, espadas, adagas, canivetes, estiletes e armaduras o visitante também encontrará pinturas orientalistas e uma grande variedade de arte decorativa. Também no Castelo encontramos preciosos exemplares de vitrais e mobiliários góticos que se misturam com esculturas clássicas, candelabros, tapetes e pinturas.

Destaques: conjunto de Armaduras Maximiliana de Campo para cavalo e cavaleiro, datada por volta de 1515, a espada pistola alemã de 1590, as espadas que pertenceram ao Rei Faruk do Egito, o conjunto de Fuzis pertencentes a Dom Pedro I e Dom Pedro II e as pinturas de Blaise-Alexandre Desgoffe e William Adolph Buguereau.

A experiencia!

Vale ressaltar que os pontos destacados são um rabisco perto da imensidão que é o museu. Não poderia haver melhor indicação aos moradores de Recife e aos visitantes. Não deixem de conhecer o melhor museu brasileiro, nascido do amor pelo arte e amor pelo compartilhamento. Boa visita!

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