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Moradia compartilhada para idosos no Brasil – cohousing

moradia compartilhada no Brasil cohousing

Conheça o primeiro!

No modelo de cohousing, cada um tem a sua casa, mas as decisões e os espaços comuns são compartilhados.

Estar rodeado de amigos ao envelhecer melhora – e muito – a qualidade de vida.

Compartilhar boas conversas, jogar baralho, combinar uma festa ou preparar uma receita especial a muitas mãos reforça as nossas relações positivas, e isso mantém nossa mente bem afiada, reduzindo o risco de declínio das funções do cérebro.

Por isso, é importante viver perto desses amigos e ter espaço para conviver com eles dessa maneira bem colaborativa.

Essa é a proposta da primeira vila dedicada à convivência colaborativa – ou cohousing – entre pessoas com mais de 50 anos, a ConViver, criada por um grupo de professores aposentados da Universidade Estadual Paulista (Unicamp) e que deve ser inaugurada em 2020, informa o UOL.

cohousing dos professores da Unicamp

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foto ilustrativa

“O que me motivou a integrar o projeto Vila ConViver foi o fato de que vi ali uma proposta de vida diferenciada.

Não era fazer um condomínio, mas alterar as relações entre as pessoas.

E isso me deu ânimo de vida, porque estamos em um momento em que essas coisas não são valorizadas”, afirma a professora aposentada Dione Lucchesi ao boletim da Associação dos Docentes da Universidade Estadual de Campinas (Adunicamp).

A ideia dessa vila surgiu a partir de uma preocupação dos professores aposentados da universidade, que apontaram a habitação como um de seus problemas mais relevantes.

A partir daí, a Adunicamp formou, em 2014, um grupo de trabalho para entender como resolver a questão.

Veja alguns condomínios já inaugurados no Brasil, clicando aqui

Depois de visitar e estudar os modelos de habitação para idosos no Brasil, eles não encontraram uma saída que satisfizesse suas expectativas.

Olhando para os modelos internacionais, eles descobriram o cohousing e decidiram, então, fazer uma comunidade residencial nesses moldes, voltada para o público sênior.

O primeiro projeto foi apresentado em 2016 para 210 associados.

Hoje, a Vila tem 66 participantes: 44 mulheres e 22 homens que têm de 47 a 80 anos (a idade média é de 65 anos).

A previsão é a de construir 42 casas com 100 m2 e outras quatro com 50 m2.

Em dezembro de 2017, foi assinada a ata de fundação da Vila ConViver, com a aprovação do estatuto que irá reger a convivência dos futuros moradores.

“As cohousing sênior existentes hoje em diversos países abrigam moradores de diferentes faixas sociais e econômicas.

Vários estudos mostram que esse modelo de moradia contribui, de forma decisiva, para uma vida mais longeva, com uma melhor saúde física e mental e, portanto, uma melhor qualidade de vida dos idosos, reduzindo ou eliminando doenças comuns na velhice, aí incluídos a depressão, a demência senil e o Alzheimer”, aponta Bento da Costa Carvalho Junior, coordenador do grupo de trabalho sobre moradia da Unicamp.

O que é cohousing?

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foto meramente ilustrativa

Um cohousing se difere de um condomínio ou de uma casa de repouso porque lá os moradores participam ativamente de todas as decisões, desde escolhas no projeto arquitetônico até quais serão os eventos sociais e o que vai ter no jantar.

As decisões são sempre fruto de um consenso, e não apenas a vontade da maioria.

O objetivo desse modelo é fortalecer o senso de comunidade e a igualdade de gênero, pois a colaboração entre os moradores reduz bastante o peso do trabalho doméstico – nos Estados Unidos, por exemplo, um grupo se reveza para cozinhar para todos, então cada pessoa veste o avental duas ou três vezes por semana.

Cada um tem a sua casa, mas os espaços em comum são projetados para favorecer a interação e o apoio mútuo entre os moradores.

Nas áreas comuns ficam a cozinha, o refeitório, os salões, a lavanderia e sala de atividades com espaços para fazer exercícios, meditação e oficinas de pintura e trabalhos manuais, além de leitura e de jogos.

fonte: Bradesco, viva a longevidade

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