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Preciso ir ao médico, passear e visitar os netos. É possível?

Ir ao médico, passear, ver nos netos. Quem me ajuda?

Ser idoso não significa ser deficiente, mas o passar dos anos pede atenção redobrada. Lugares públicos, não públicos e a mobilidade devem ser pensadas para a terceira idade. Afinal, todos queremos envelhecer bem!

A singularidade das pessoas é algo realmente incrível. Preferências musicais, gostos gastronômicos ou, até mesmo, ideologias políticas diferenciam os seres humanos, transformando cada individuo em um mundo particular. Somos aquilo que queremos e podemos ser, sem dúvida. Uma mistura de vontade e destino, mas estamos aqui para lembrá-los que a única coisa que nos assemelha, principalmente as pessoas que já venceram os desafios da vida por muitos anos – os idosos, é a qualidade de vida. A terceira idade sabe que algumas condições são essenciais para viver de maneira plena e sustentável, como saúde, segurança e locomoção.

Como podemos transformar esse desejo em realidade? Um entrelaçar entre a implementação da acessibilidade na vida urbana – inclusive por empresas privadas – e a democratização de tecnologias para auxiliar em questões básicas ou complexas. Além disso, nada será o suficiente caso não haja mais consciência sobre as possibilidades de convívio com as limitações da idade, mediando uma nova mentalidade social e valorizando essa parcela da população.

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O ponto central é: as limitações que começam a aparecer com o tempo são inevitáveis. Precisamos buscar alternativas para melhorar as experiências dentro e fora de casa. A tecnologia deve ser usada para facilitar e oferecer mais segurança aos serviços cotidianos e deslocamentos. Serviços especializados, aplicativos – em breve estaremos lançando uma série de matérias sobre os app mais úteis aos idosos – e projetos de mobilidade urbana direcionada. A terceira idade usualmente não pode ser considerada deficiente. É necessário que as inovações e mudanças sejam pensadas por pessoas com o olhar mais específico também.

A matéria vai abordar um olhar positivo para a realidade do idoso, com e sem mobilidade reduzida. Visando esclarecer que é possível ser feliz, produtivo e realizar as tarefas normalmente. As dificuldades devem ser superadas, os caminhos facilitados, ambientes desvendados e as tarefas cotidianas podem ser realizadas com mais facilidade e conforto. Por exemplo, muitas pessoas necessitam de transporte especializado – ambulância – para chegarem a eventos sociais e contar com serviços de qualidade é essencial.

A mobilidade

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O ponto que mais afeta o nível de qualidade de vida é a mobilidade urbana na terceira idade. Você já concluiu as tarefas mais difíceis da vida: passou por uma trajetória no mercado de trabalho – muitos anos até a aposentadoria. Os filhos estão criados – anos bons, mas de muito sacrifício. Agora é o momento certo para aproveitar o melhor da vida. Passear, viajar, se dedicar aos hobbies e, aqueles que gostam, trabalho voluntário. No entanto, principalmente aqueles que vivem em grandes metrópoles precisam de condições favoráveis para poder realizar os passeios e as tarefas cotidianas.

Fazer compras, frequentar praças e parques públicos. Passeios pelo próprio bairro, visitar amigos nos bairros vizinhos ou planos menos ambiciosos, mas com extrema importância no desenvolver da vida cultural de qualquer pessoa: tudo isso é a justificativa para a questão da mobilidade estar no foco das atenções. Esse fator tão básico deveria ser algo comum na realidade de todos os indivíduos e políticas públicas. No entanto, pode tornar-se um empecilho para a plena realização das vontades, interesses e necessidades dos idosos. Quem pode afirmar total segurança de um parente idoso quando o mesmo precisa se locomover pela rede pública ou privada sozinho? Isso acontece pois não temos serviços especializados.

A mobilidade no Brasil

A realidade brasileira está distante do ideal? Não queremos ser injustos ou causar desespero, mas o momento e as perspectivas são razoavelmente negativos. O mais comum é encontrar calçadas cheias de buracos, degraus e desníveis de todos os tipos. Os ônibus com rampa de acesso são quase um milagre. Aqueles que não possuem essa tecnologia tem o degrau bem alto. A falta de planejamento complica a realização de questões que deveriam ser simples.

Ir ao médico, passear, ver nos netos. Quem me ajuda?

Podemos falar em “exclusão”. O acesso aos bens e serviços – inclui os particulares – para a terceira idade são muito mal pensados.  Sem uma infraestrutura que permita autonomia, a capacidade funcional de pessoas idosas acaba sendo reduzida. Por consequência, suas chances de ter uma vida saudável e participativa. Situações básicas: iluminação, segurança pública, acesso a veículos, condições de locomoção para pessoas com condições especiais e uma dezena de demandas. Os serviços particulares não andam muito bem não. Vocês já pensaram em quantas empresas prestam serviços especializados para idosos? Poucas. Por isso, devemos pesquisar bem e recorrer aos profissionais competentes para escolher, confiando em poucos e retribuindo com indicações.

Solução

Todos querem uma cidade receptiva ao envelhecimento. Essa questão passa por regras que regulamentem os serviços de todos os tipos, cobrando qualidade e atenção das empresas – publicas e privadas. A legislação ou nós mesmos, fiscalizando e boicotando os maus serviços, devem obrigar a iniciativa privada a prover condições mínimas de mobilidade para pessoas que necessitam de alguns diferenciais para exercer seus direitos de cidadão e acessar tudo o que cabe em uma vida saudável.

A gerente de negócios da Dez Emergências, empresa especializada em serviços para idosos com problema de mobilidade, Daniela Pardal explica melhor: “As solicitações de idosos que requisitam nossos serviços para se dirigirem às suas consultas médicas e eventos sociais, tais como festas de aniversários de filhos e netos é de um crescimento surpreendente mostrando como os idosos necessitam desse tipo de serviço qualificado e profissionais competentes para fazê-lo”. O atendimento especial na locação de ambulâncias, possibilita aos idosos com problemas de mobilidade a sensação de segurança.

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Serviço especializado Dez Emergências em SP Capital

Serviços particulares de Concierge, que levam idosos com ou sem problemas de mobilidade, a realizarem pequenas tarefas, tais como: passear, ir ao supermercado, realizar compras, ir ao encontro dos netos e visitar amigos, já se encontra disponível também, como conta Luciene Bottiglieri que há quase um ano vem prestando esse tipo de serviço em São Paulo Capital, um serviço exclusivo e cobrado por hora.

O envelhecimento começa a ser entendido e discutido como mais uma etapa natural do processo normal de desenvolvimento humano e não como um bilhete premiado do ciclo biológico. Esta nova lógica do envelhecimento, de certo modo, encaminha as novas gerações ao preparo para uma longevidade natural e saudável.

Idoso X Deficiente físico

As atenções estão cada vez mais voltadas aos idosos, população em curva crescente. Por isso, faz-se necessário entender quais diferenças no uso e situações entre eles e os deficientes físicos. Primeira dificuldade, no deficiente as funções cerebrais registram um bloqueio total na execução do movimento. No idoso, o cérebro processa uma evolutiva limitação de movimentos; segunda dificuldade, o deficiente físico – na maioria dos casos – tem mais tempo para se adaptar as próteses. Já o idoso apresenta dificuldades de incorpora-las em função do tempo e compreensão da necessidade de uso.

O processo de envelhecimento acarreta alterações diversas durante a vida de um indivíduo e as intempéries geram maior vulnerabilidade. Estas alterações quando evoluem dentro da normalidade são consideradas normais para cada faixa etária. Por exemplo, uma pessoa de 80 anos não vai caminhar com a mesma agilidade de alguém com 30 anos. Isso não significa nada parecido com deficiência.

A definição, deficiente físico é aquele indivíduo que pode ter qualquer idade e apresenta uma lesão que o impede definitiva ou temporariamente de executar suas funções usuais. Acrescente-se o fato de que dentro deste mesmo grupo de deficientes, por exemplo, ocorrem subclassificações específicas com patologias e características intrínsecas as dificuldades que elas acarretam.

O Avôvó trabalha para o bem-estar dos idosos. O movimento por uma terceira idade mais ativa passa por muita determinação e dedicação das empresas em modo geral. A sociedade ainda não tomou como prioridade o aprimoramento dos meios para a locomoção facilitada dos idosos. Como vimos, o idoso não é um deficiente. Mas precisa de cuidados específicos para atingir um grau de satisfação mínimo.  Vamos trabalhar juntos e valorizar aqueles que atuam de maneira séria e profissional.

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O Avôvó é um portal colaborativo criado especialmente e inteiramente dedicado a um público cada vez mais conectado: a terceira idade. Aqui, não só o idoso se sente em casa. Nosso objetivo é também levar conteúdo relevante para familiares, amigos e profissionais que cuidam dessas gerações que chegam à melhor idade redefinindo conceitos e com cada vez mais interatividade e independência, mostrando que idade é só um número.

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