Internacional

Jerusalém, a cidade de todos!

Jerusalém, uma cidade linda

Difícil transformar em palavras o que é Jerusalém.

Pode ter certeza que é muito mais do que você imagina ou do que você já ouviu falar – só vendo e sentindo para entender o quão fascinante e incrível ela é!

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Vamos deixar de lado as questões religiosas e pensar em cultura.

Jerusalém é um museu a céu aberto, onde as suas ruas, seus muros e até as suas portas carregam acontecimentos importantíssimos para a história da humanidade.

É difícil não ser contagiado pela energia que está em todos os lugares da Terra Santa.

Para completar, a cidade de ouro, como é conhecida por causa de suas paredes de pedras calcárias que ficam douradas quando refletem o sol, é também um destino perfeito para quem aprecia uma boa gastronomia e lugares inusitados.

Melhor época para visitar Jerusalém

A variedade geográfica de Israel contribui para uma grande variação do clima.

Jerusalém, por estar em uma região montanhosa, prevalece o clima seco e com temperaturas amenas no verão.

Já no inverno, acredite, pode até nevar!

Os topos das montanhas ficam cobertos de neve, chove bastante e faz temperaturas bem frias.

É importante estar preparado, com bastante casaco na mala!

As estações são opostas ao Brasil – o verão é no meio do ano e o inverno no final.

Eu sempre recomendo viajar nas estações intermediárias: outono e primavera.

O clima é sempre mais ameno, sem extremos, e assim você poderá aproveitar um pouco de tudo.

Além do clima, é importante se ligar nos feriados – por ser uma cidade extremamente religiosa, é importante consultar o calendário.

Peregrinos de todo o mundo e de várias religiões (principalmente os católicos, judeus e muçulmanos) lotam os locais sagrados, o que pode dificultar os passeios e até encontrar um guia de turismo para a sua viagem.

Natal, semana santa, ano novo judaico e outras datas são melhores serem evitadas, se o intuito da sua viagem for apenas turismo.

Jerusalém, uma cidade linda

Entendendo Jerusalém: a Cidade Velha e a Cidade Nova

A Cidade Velha de Jerusalém, com seus mais de 3.000 anos, é um dos lugares mais sagrados do mundo.

Repleta de história e vistas panorâmicas, a fusão de culturas, idiomas e fés que este lugar especial atrai é impressionante.

Cercada por muros, o acesso se dá através de 8 portões principais

. O mais conhecido é o Portão de Jaffa, e o nono portão guarda uma crença: ele só será aberto com a chegada de Messias.

A cidade é dividida em quatro bairros: Judeu, Árabe, Armênio e Cristão, representando muito bem a diversidade cultural que vemos por lá.

É importante preparar o seu roteiro e saber o que você quer visitar, mas não deixe de reservar algumas horas para se perder nas ruelas apertadas e cheia de detalhes especiais.

É dentro da Cidade Velha de Jerusalém que você vai ver monumentos religiosos importantíssimos, como o Muro das Lamentações, a Via Sacra e o Santo Sepulcro, a Torre de Davi e o Domo da Rocha.

Já a Cidade Nova, não tivemos tempo de explorar muito, mas se você gosta de apreciar uma boa gastronomia, não deixe de selecionar os melhores restaurantes para incluir na sua lista!

Outra dica bem legal é visitar o The First Station, antiga estação de trem que foi toda reformada e hoje abriga ótimos bares, áreas amplas para as crianças, lojinhas e é também onde acontecem grandes festivais da cidade.

Na parte nova estão também o Museu do Holocausto e o Museu de Israel.

O que você não pode deixar de ver em Jerusalém:

Jerusalém, uma cidade linda

Muro das Lamentações

Pensamos em Jerusalém e em seguida lembramos do tão falado Muro das Lamentações.

Mas, por que esse muro é especial, já que toda a Cidade Velha é cercada por eles?

Essa é a área mais perto do antigo Templo de Jerusalém que foi destruído em 70a.C pelos romanos.

O lugar mais sagrado para o judaísmo passou a ser, então, o Muro das Lamentações, que leva esse nome por que a reza dos judeus lembra “lamentações”.

Quando chegamos para conhecer o muro, enxerguei “só” mais um muro da Cidade Velha, mas ao me aproximar e ver todas aquelas pessoas de diferentes religiões cantando, orando e mentalizando coisas boas, senti uma energia enorme!

O “muro” passa a ser muito mais do que só um “muro”.

É um lugar vivo, cheio de energia e boas vibrações!

Independente da sua crença, não deixe de escrever pedidos em um pedaço de papel e colocá-los nas pequenas rachaduras que encontrar.

Na verdade, o lugar mais próximo mesmo do antigo Templo de Jerusalém está embaixo da terra: nos Túneis do Muro das Lamentações.

Quem quiser vivenciar mais essa experiência, poderá contratar um guia (esse passeio só poderá ser feito na companhia de um) e ver as profundezas do muro – é uma construção absurda, enorme mesmo!

Parque Arqueológico de Jerusalém

O local onde ficava o Primeiro e o Segundo Templo de Jerusalém, poucos metros após o Muro das Lamentações, é um dos sítios arqueológicos mais importantes do país.

É incrível ver as ruínas ali presentes e imaginar como era tudo aquilo antigamente – suas ruelas, as entradas do templo, os enormes muros de contenção, escadarias e portões.

A paisagem incrível deve ser fotografada, afinal, não há um clique que fique feio por lá.

É no Parque Arqueológico que está o moderno Centro Davidson, reunindo tecnologia de ponta para reconstruir virtualmente o Segundo Templo de Jerusalém.

Não tivemos tempo de fazer o tour, mas definitivamente vale a pena mergulhar de cabeça na história de uma das construções mais importantes do mundo.

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Santo Sepulcro e Via Sacra

Igreja de Santo Sepulcro, também conhecida como Igreja da Ressurreição, é o lugar mais sagrado do mundo para o cristianismo.

Isso porquê afirmam ter sido o local onde Jesus foi crucificado, enterrado e ressurgido.

Há muitas controvérsias e debates sobre a Igreja – será que foi lá realmente onde tudo aconteceu?

O fato é que, apesar de destruída, reformada e ampliada ao longo dos séculos, hoje a igreja atrai muitos turistas e peregrinos, que se emocionam e surpreendem com toda a crença e história por trás do Santo Sepulcro.

Por lá você vai ver uma pedra retangular onde, segundo a tradição, esteve o corpo de Jesus, a escada que dá acesso ao Calvário, o local da crucificação e também uma gruta, onde dizem ter sido enterrado o corpo de Jesus, antes de sua ressurreição.

Já a Via Sacra, outro grande símbolo para o cristianismo, é o nome dado ao caminho que Jesus percorreu com a cruz, desde onde foi condenado à morte, até onde foi crucificado.

O trajeto soma 600 metros, e é marcado por 14 estações – cada uma representando um acontecimento, como as suas três quedas, o encontro com sua mãe Maria e o momento que tiram suas vestes para leva-lo para a cruz.

Novamente, independentemente de sua religião, ver de perto tantas crenças e sentir a energia boa desses lugares é uma experiência única.

Torre do Museu de Davi

Torre de Davi fica localizada no Portão de Jaffa, e é uma boa ideia subir até o topo para ter um visual panorâmico da cidade!

E se você quer entender melhor a história de Jerusalém, vale a pena visitar as exibições que sempre acontecem por lá, contando sua longa e complexa história.

Outra dica bem legal que é também um ótimo programa para a noite, é assistir ao “The Night Spectacular”.

As paredes do forte da Cidade de David servem como decoração para a apresentação noturna de Jerusalém, contando a história da cidade através de imagens em realidade virtual impressionantes e músicas originais.

Jerusalém, uma cidade linda

Museu de Israel

O museu nacional do país guarda muitos tesouros arqueológicos e artísticos, e é o tipo de lugar onde você pode passar dias!

Ele abriga coleções enciclopédicas em suas várias alas e apresenta o patrimônio arqueológico bíblico mais extenso do mundo.

O que você não pode deixar de ver por lá é um dos pontos principais do museu: o Santuário do Livro, onde estão os famosos Pergaminhos do Mar Morto.

Também me encantei com as esculturas espalhadas pelo jardim do museu.

Não deixe de visitar a maquete de Jerusalém no período do Segundo Templo – as pequenas construções são perfeitas!

Essas letrinhas em hebraico que estão na foto, se pronunciam “ahava” e significam “amor”.

Outra escultura incrível que vimos lá, localizada no jardim das esculturas, e ainda demos sorte de termos ido na hora do pôr do sol, para deixar o visual assim, lindo!

O escultor Robert Indiana é conhecido pela sua intervenção urbana “Love”, ou seja, ele espalha pelo mundo essas esculturas com a palavra. Nova York, Philadelphia, Lisboa e outros receberam a versão em inglês.

Já Israel foi o único lugar que teve a escultura escrita em hebraico.

Vale a pena visita-la e tirar uma foto de recordação.

Museu do Holocausto

O Museu Yad Vashen ou Museu do Holocausto é um projeto que começou em 1953 e foi aberto ao público em 2005, com o objetivo de perpetuar a memória das vítimas do holocausto e documentar a história do povo judeu, para ser sempre lembrada por futuras gerações.

A arquitetura do museu é linda, em forma de prisma, passando por “dentro” da Montanha da Recordação.

É o maior museu do holocausto do mundo, dividido em 9 galerias que contam através de fotos, documentos, filmes, objetos pessoais e todos os mínimos detalhes o horror e a tristeza que permeou esse evento traumático da história mundial.

Considerado uma ferramenta de educação crucial pelo governo israelense, é também um local significante para visitas de chefes de estados.

Fizemos a visita ao museu na companhia de uma senhora brasileira que é guia por lá.

Com certeza fez toda a diferença para que entendêssemos a fundo e em detalhes toda a história do Holocausto.

No final, há o Hall dos Nomes, um memorial inspirador contendo mais de três milhões de nomes de vítimas do holocausto, que foram disponibilizados pelas suas famílias e parentes.

Para completar a experiência pesada e muito tocante, há o Yad Layeled, o memorial em homenagem às um milhão e meio de crianças judias que foram assassinadas durante o holocausto.

É emocionante e nos traz uma mistura de sentimentos, entre eles, a revolta por ter existido gente tão ruim, capaz de fazer tudo isso.

Mas, fez parte da história do mundo e é uma forma de honrar a memória de todos os judeus que sofreram durante o poder dos nazistas.

Para fazer a visita com áudio guide, custa 25 NIS. Já a visita guiada (no idioma de sua preferência) com duração de 2h a 3h custa em torno de 400 NIS, mas pode-se fechar grupos grandes pelo mesmo valor.

Monte das Oliveiras

A nossa primeira parada em Jerusalém foi no Monte das Oliveiras, que oferece um visual espetacular para a Cidade Antiga de Jerusalém.

Foi ótimo para entender mais a fundo como funciona a cidade, e ver de longe alguns de seus monumentos sagrados e históricos que visitaríamos mais tarde.

O monte recebe esse nome por causa das oliveiras que antigamente cobriam suas encostas.

Ele faz parte de uma colina com três picos, situado há mais ou menos 20 minutos de carro da Cidade Velha.

O local é sagrado para os judeus, os cristãos e os muçulmanos, além de muitas tradições que estão associadas a ele.

Por exemplo, ali, segundo a bíblia, teria sido transmitido alguns dos principais ensinamentos de Jesus.

Para os Judeus, o Monte das Oliveiras é o lugar por onde Deus começará a redimir os mortos quando o Messias chegar.

No Monte das Oliveiras também está o Jardim de Getsemâni, onde até hoje existem oliveiras antigas, de aproximadamente 2.000 anos!

O Avôvó conhece as dificuldades de viajar para países estrangeiros, falando outro idioma e visitando lugares desconhecidos.

As informações selecionadas serão de extrema utilidade para os visitantes de Jerusalém.

Viajar não significa abandonar suas crenças, mas adotar novas!

Não perca tempo, estamos sempre pensando em vocês!

Fonte:  blog Mala de Aventuras

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Ouro preto: um destino histórico

 

 

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