Saúde Física

Incontinência urinária, um problema para os idosos!

incontinência urinária em idosos

Essa é uma condição que pode se desenvolver entre os homens e as mulheres. O início do desenvolvimento acentuado está entre os 50 e 60 anos de idade. No entanto, com tratamento adequado você minimiza bastante os sintomas.

A definição padrão para incontinência urinária é a perda involuntária de urina, sendo considerada um problema social ou higiênico, ou ambos. Muitas vezes, a incontinência urinária é considerada, equivocadamente, pela família e pelos amigos, como parte natural do envelhecimento. O brasileiro vive mais e a média nacional já chegou a 76 em 2018, fazendo com que as pessoas precisem mudar de ideia sobre o envelhecer.

Cada vez mais, os médicos e os demais serviços de saúde – assim como todos os outros serviços – devem estar aptos a tratar as doenças dos idosos, melhorando sua qualidade de vida. A principal função de qualquer analise sobre a terceira idade é o aumento na autonomia do idoso.

A incontinência urinária é um problema que provoca alterações capazes de comprometer o convívio social do idoso, pois carrega uma porção de vergonha, ponta pé inicial para a depressão e, consequentemente, o isolamento. A incontinência urinária não é uma condição natural e, com cuidados médicos e tratamento simples, na maioria das vezes, os casos podem ser resolvidos ou minorados. O responsável pode ser desde motivação até alterações neurológicas, gerando comprometimento significativo do trato urinário inferior.

incontinência urinária em idosos

O trato urinário inferior pode sim apresentar, apesar da ausência de outras doenças, alterações relacionadas ao envelhecimento. Pois, ao longo dos anos, a força de contração da musculatura detrusora, a capacidade vesical e a habilidade de adiar a micção diminuem consideravelmente, no homem e na mulher. Contrações involuntárias da musculatura vesical e o volume residual pós-miccional também aumentam com a idade, em ambos os sexos.



Entretanto, a pressão máxima de fechamento uretral, o comprimento uretral e as células da musculatura estriada do esfíncter alteram-se predominantemente nas mulheres, que sofrem mais com a incontinência urinária. Os dados mais atualizados indicam que 40% das mulheres, após a menopausa, começam a desenvolver essa doença.

Além das alterações decorrentes da senilidade dos tecidos, doenças próprias do idoso também contribuem para o desenvolvimento de incontinência urinária. A hiperplasia prostática benigna – aumento da próstata, não é um câncer e nem se desenvolve como -, por exemplo, está presente em aproximadamente 50% dos homens a partir dos 50 anos de idade, em metade dos quais causa obstrução ao fluxo urinário e acarreta alterações significativas do trato urinário inferior.

Como tratar?

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Basicamente, cada caso é um caso. Em alguns casos, o tratamento exige a instituição de medidas que visam uma mudança de comportamento por parte do idoso. Muitos indivíduos podem recuperar o controle vesical, modificando alguns comportamentos, como por exemplo:

  • urinar em intervalos regulares, a cada 2 ou 3 horas, para manter a bexiga relativamente vazia;
  • evitar bebidas irritantes para a bexiga, como por exemplo, as que contêm cafeína;
  • urinar com o auxílio de compressão manual do abdome inferior e inspiração forçada.

As pessoas que sofrem com episódios de incontinência de urgência podem melhorar essa condição com intervalos regulares de micção. Fisioterapeutas podem auxiliar no ensino desses exercícios, que implicam na contração repetida da musculatura, várias vezes ao dia, para desenvolver a resistência e o aprendizado da utilização adequada da musculatura, nas situações que provocam incontinência urinária.

A aplicação de uma leve pressão através da compressão da região abdominal inferior com as mãos, logo acima da bexiga, também pode ser útil, especialmente para os indivíduos que conseguem esvaziar a bexiga, mas apresentam dificuldade para esvaziá-la completamente.

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Nos casos mais complexos, sem resposta a tratamentos não-cirúrgicos, há a possibilidade da correção cirúrgica para fazer o levantamento da bexiga e do fortalecimento do fluxo urinário de saída. Para a incontinência por transbordamento nos homens, causada pelo aumento da próstata ou por outra obstrução, a cirurgia normalmente é necessária. Estão disponíveis vários procedimentos de remoção parcial ou total da próstata.

Durante a duração do tratamento e escolha de soluções, os absorventes e roupas íntimas especialmente projetadas para incontinência urinária podem proteger a pele, permitindo que os indivíduos permaneçam secos, confortáveis e socialmente ativos.

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