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Idoso fique em casa, mas fazendo o que?

Idoso fique em casa

Idoso fique em casa, mas fazendo o que?

Estamos vivendo tempos de fortes incertezas.

A insegurança tem tomado conta de todo o mundo.

Vivemos uma pandemia do novo coronavírus, batizado de SARS-Cov-2, que não poupou o Brasil. 

De repente, tudo mudou.

Não era previsto e nem planejado.

Pegou-nos de surpresa.

Mesmo sabendo das possibilidades, pensávamos que aqui não aconteceria.

Que estaríamos imunes.

Entretanto, ele chegou.

O coronavírus nos atacou com força invisível.

Tornou-nos seus prisioneiros.

Esta é uma doença viral que apresenta sintomas como febre, tosse e dificuldade para respirar.

A transmissão se faz de várias formas, como: espirro, tosse, catarro, saliva, contato físico e contato em superfícies.

A tragédia já estava anunciada desde que essa doença viral atingiu a China com força avassaladora.

O país conseguiu controlar a contaminação pelo novo coronavírus há mais de um mês.

O sucesso chinês em combater a Covid-19 mostra-nos que podemos vencê-la também.

Não devemos minimizar os desafios e demorar a reagir sobre eles.

A lentidão nas providências para conter tal epidemia facilitou a contaminação em massa, tornando o problema uma pandemia.

O resto do mundo e o Brasil não podem se descuidar.

Não podemos esperar tudo se avolumar e perder o controle da doença.

Se agirmos no início, obteremos resultados mais promissores.

Muitas são as diretrizes indicativas de prevenção da contaminação, que vão desde lavar frequentemente as mãos, usar antisséptico à base de álcool em gel 70%.

Usar o braço ou lenço descartável cobrindo a boca e o nariz, evitar estar próximo a pessoas com febre e tosse, até a orientação mais contundente – FIQUEM EM CASA!

Idoso fique em casa, mas fazendo o que?

Já é sabido que o novo coronavírus provoca muitas complicações em pessoas com comorbidades.

A Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG) orienta que pessoas com mais de 60 anos, sobretudo se tiverem diabetes, hipertensão ou problemas respiratórios, cardiológicos, renais ou neurológicos.

E também indivíduos em tratamento de câncer ou que estejam com a imunidade comprometida, bem como todos aqueles com mais de 80 anos ou que tenham sinais de fragilidade, restrinjam o contato social.

Nesse sentido, ficar mais isolados é a melhor maneira de não haver contaminação em cascata. Se sair, a chance de se infectar é enorme.

O cuidado com as visitas deve ser redobrado.

Temos como convicção que as atividades externas têm que ser suspensas, sem exceção.

Pilates?

Não.

Hidroginástica.

Não.

Missa?

Não.

Shopping?

Nem pensar.

E caminhadinhas próximas de casa?

Também não!

No entanto, em casos mais sérios, os profissionais da saúde podem ir à casa dos pacientes, se tomarem todas as precauções em relação à higiene, como já anunciamos.

A fisioterapia é uma modalidade terapêutica não medicamentosa da maior importância (pois garante movimentação dos pacientes).

E fonoterapeutas trabalham para minimizar o risco da tão temida broncoaspiração. (aspirar objetos, alimentos e ou mucosas, engasgos)

Mas, o que os idosos mais ativos podem fazer, estando em casa por muito mais tempo?

Sabemos que, com essa vida corrida e com as muitas exigências que a sociedade moderna tem nos exigido, ficar muito tempo em casa e sem muitas formas de aproveitá-lo acaba nos dando um sentimento de inutilidade, de desconforto, já que não estamos acostumados a ter muito tempo livre.

Para tanto, a organização desse tempo deverá ter sentido e valor para as pessoas.

O movimento deverá fazer parte de toda a programação, já que não podemos parar, pois na linguagem popular, “enferrujaremos”.

Os geriatras temem que o distanciamento social afete a rotina das pessoas e possa comprometer a vitalidade daqueles mais idosos.

Enfatizam a importância de manter bons hábitos, como dormir bem, se alimentar de maneira mais saudável e praticar atividades físicas.

Os exercícios são benéficos na luta contra o coronavírus, pois ajudam as funções imunológicas do corpo, reduzem a inflamação e auxiliam as funções mentais e emocionais.

Idoso fique em casa, mas fazendo o que?

Geni de Araújo Costa é professora aposentada da Faculdade de Educação Física da UFU (Foto: Marco Cavalcanti)

Listamos algumas atividades que podem ser feitas em casa:

– Realizar as atividades de vida diária (AVDs), de forma mais lenta e planejada, distribuídas ao longo de toda a semana;

– Realizar trabalhos manuais (bordado, crochê, tricô);

– Organizar armários e estantes;

– Fazer uma arrumação geral nas roupas e desapegar de parte delas;

– Testar novas receitas culinárias;

– Dançar ao som de músicas com ritmos variados;

– Cuidar das plantas e jardins;

– Assistir a filmes leves e comédias, para aliviar as tensões, o estresse e o tédio;

– Fazer palavras cruzadas e outras atividades de estímulo cognitivo;

– Garantir um suporte psicológico, que pode ser por internet e/ou por telefone;

– Realizar atividades físicas (três vezes ao dia), como:

. Caminhar o maior tempo possível dentro de casa;

. Sentar-se e levantar da cadeira, com mãos na cintura – 10 vezes;

. Sentado, elevar as pernas à frente, alternadas e depois as duas – 10 vezes;

. Sentado, alongar as pernas com auxílio de uma toalha (rosto), presa aos pés e às mãos;

. Em pé, elevar os joelhos alternados – 10 vezes;

. Em pé, treinar o equilíbrio, uma perna de cada vez – 10 segundos;

. Sentado, elevar os braços alternados: à frente, na lateral e acima do ombro – 10 vezes, cada posição;

. Abrir e fechar as mãos – 10 vezes;

. Alongar o pescoço para direita e esquerda – 10 segundos;

–  Ligar para amigos e familiares;

–  Participar de mídias sociais e expor suas ideias;

–  Jogar cartas e jogos de tabuleiros;

–  Ler bons livros;

–  Explorar jogos eletrônicos;

–  Ter tempo para as crenças;

–  Utilizar o computador para se distrair, se comunicar, produzir e criar novas possibilidades de “passar o tempo”.

Por fim, esse é um momento de esforços individuais e coletivos para conter essa epidemia.

Todos devem fazer sua parte e lembrar que há pessoas que, infelizmente, correm maior risco com esse novo perigo.

Não podemos perder a esperança.

Dias melhores virão.

Fiquem bem!

*Geni de Araújo Costa é professora aposentada da Faculdade de Educação Física da Universidade Federal de Uberlândia (UFU) e fundadora do Projeto de Atividade Física e Recreativa para a Terceira Idade (Afrid).

fonte: Universidade Federal de Uberlândia

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