Utilidades

Home care no exterior e as diferentes práticas brasileiras

Home care

Home care no exterior e as diferentes práticas brasileiras.

Em 1813, senhoras da Sociedade Beneficente de Charleston passaram a visitar os doentes das famílias pobres do estado da Carolina do Sul, nos EUA, como um ato de caridade.

Esses são considerados como os primeiros registros da prática de assistência domiciliar tal como conhecemos hoje.

Anos mais tarde, os conceitos trazidos às enfermeiras americanas, principalmente, por influência da britânica Florence Nightingale – um dos nomes mais importantes da enfermagem no século XX.

Desta maneira, resultaram na criação de renomadas instituições voltadas à assistência domiciliar, como a Visiting Nurses Association (VNA), fundada em 1949, também nos EUA.

Os altos índices de doenças infectocontagiosas no período ajudaram a popularizar o trabalho de enfermeiras que visitavam pacientes em casa.

Em cada residência, elas instruíam as famílias e demonstravam como cuidar melhor dos doentes.

Home care no exterior e as diferentes práticas brasileiras

Atendimento domiciliar | Primor Coop

Tal iniciativa foi muito importante não só para a prevenção de doenças e melhora da qualidade de vida na Europa e nos EUA, mas, também, para lançar as bases do perfil de home care.

Agora que você está por dentro dessa referência histórica da assistência domiciliar, vamos te ajudar a compreender melhor qual é o conceito de home care no exterior e quais as principais diferenças em relação ao Brasil.

Para começar, é importante destacar que, entre os norte-americanos e europeus, a principal modalidade de assistência domiciliar adotada é a Long-Term Care (Cuidado a Longo Prazo).

Em termos práticos, trata-se do cuidado em domicílio oferecido a pessoas que precisam de atenção constante por tempo prolongado.

Porém, o diferencial desse conceito está na maneira como ele é pensado e praticado.

Ou seja, na medida do possível, adota-se o Long-Term Care sempre com o intuito de evitar que longos períodos de internação ocorram dentro do ambiente hospitalar.

Deste modo, assim que se identifica a possibilidade de alta, o paciente retorna para casa, onde permanecerá a maior parte do tratamento sob os cuidados da família ou de cuidadores.

As estruturas de serviços também são mais diversificadas nesses mercados maduros.

Home care no exterior e as diferentes práticas brasileiras

Geriatra Hortolândia - Clinica Médica Atend Já

Nas estruturas europeias, principalmente, uma equipe clínica treina os familiares ou cuidadores para os cuidados dos pacientes.

Tanto na Europa quanto nos EUA há um forte sentimento de preservação da privacidade familiar.

Dessa forma, as equipes clínicas apenas fazem visitas temporárias e regulares, além de monitorarem o paciente, mas não permanecem dentro das residências.

Já no Brasil, nos cerca de 30 anos de existência do home care, as estruturas se desenvolveram a partir da permanência de profissionais de saúde dentro das residências dos pacientes.

Aqui, os familiares ou cuidadores não são treinados, por exemplo, para operar equipamentos, garantir a higiene e assepsia do ambiente ou a realizar curativos.

Tais práticas podem parecer estranhas para quem vive no Brasil, mas é assim que se realiza o cuidado nos países desenvolvidos, contanto, portanto, com um maior suporte da família.

Esse compartilhamento de responsabilidade implica, na prática, em redução de custos operacionais – além do ganho de privacidade no ambiente doméstico.

Exatamente por isso, com custos menores, o modelo acaba sendo replicado em larga escala.

A ponto de a maioria das contratações de serviços de home care, na Europa, ser efetivada pelos governos.

A lógica é a de que, ao permanecer em casa, o paciente não ocupa os hospitais públicos, corre menos riscos clínicos e, por ser uma terapia mais barata e mais segura, o próprio sistema público arca com os custos de aluguel de equipamentos, fornecimento de materiais e medicamentos e acompanhamento dos profissionais.

Esse padrão começa a ser estudado no Brasil, a partir do uso de novas tecnologias.

fonte: global care

Veja também no Portal AVôVó:

Os riscos de queda são sempre uma ameaça para os idosos

AnteriorPróximo

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *