Saúde Física

Fumo chega a 13% dos idosos,  que sofrem para largar o cigarro

fumar faz mal aos idosos
O Avôvó sabe que o fumo é um problema milenar para a humanidade.
Por isso, abrimos espaço para divulgar pesquisas sérias sobre o assunto, ainda mais pesquisas nacionais.
Os números não marcam apenas a realidade vivida no Brasil, mas, com cautela, mostram a possibilidade de abandonar o cigarro mesmo depois de muitos anos fumando. Veja a matéria e, caso você não fume, mostre aos amigos e parentes que tem esse hábito.

O hábito dos idosos fumantes e as tentativas de largar o vício foram pesquisados por cientistas brasileiros, que fizeram uma revisão de 48 estudos sobre o tabagismo em várias partes do mundo. Eles descobriram que 13,5% dos idosos têm o hábito de fumar.

O estudo foi feito por pesquisadores da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), UERJ (Universidade Estadual do Rio de Janeiro), Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) e Unifesp (Universidade Federal de São Paulo).

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O número total de idosos avaliados foi de 140.058, de países como Brasil, Espanha, Portugal, Inglaterra, Rússia, Estados, Índia, Hong Kong, Japão e China.

O levantamento mostrou também que a prevalência de tabagismo em idosos é maior entre os homens (22,5%) do que entre as mulheres (8,7%).

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Ainda que os pesquisadores tenham destacado que “as conclusões não representam um padrão mundial”, um dos autores do estudo, Sergio Luís Blay, do Departamento de Psiquiatria da Unifesp, afirma que o resultado mostra “taxas relativamente altas” do fumo em idosos.

A explicação para isso, segundo Blay e outros especialistas consultados pelo R7, é que as pessoas mais velhas viveram o período em que o cigarro era bastante glamourizado e o hábito era até incentivado.

Os entrevistados têm muita dificuldade de interromper o hábito do fumo, a pesquisa verificou que a melhor forma é reduzir de maneira gradual.

Resistência

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Pelo fato de já serem fumantes há muitas décadas e por terem vivido esse período de valorização do cigarro, os idosos costumam ser mais resistentes na hora de parar de fumar.

De acordo com a coordenadora do município de São Paulo do Programa Nacional de Controle do Tabaco, Darlene Dias da Silva Pinto, muitos desses pacientes acreditam que não conseguem mais abandonar o vício.

Muitos enxergam a simples tentativa de parar como um estresse tremendo, “cheguei até aqui fumando e estou vivo”.

Segundo Sabrina Presman, coordenadora dos Programas de Controle do Tabagismo da cidade do Rio, os idosos afirmam que não vale a pena parar de fumar em uma idade avançada porque imaginam que largar o vício não faz diferença para a saúde.

O parar de fumar pode gerar muitos benefícios, mesmo que seja um dia a menos de cigarro já é suficiente para trazer melhoras.

Por exemplo, se você fuma ou não, tente fazer uma corridinha de 150 metros e depois compare com outra pessoa de realidade distinta – se você fuma, corra com alguém que não fuma e vice-versa.

Na terceira idade a diferença sempre é perceptível, pois os idosos estão mais sujeitos a mudanças por causas externas em todas as áreas e o cigarro não é diferente.

Pare de fumar

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Não importa a idade: largar o cigarro traz benefícios imediatos, ainda mais para quem fuma há muito tempo.

Ao parar de fumar nessa idade, a pessoa consegue diminuir os sintomas clínicos do tabagismo, como a tosse, a expectoração e a falta de ar, segundo o pneumologista Walter Fuentes, do Hospital Leforte, em São Paulo.

“Clinicamente ele se sente melhor.

Sua qualidade de vida melhora.

O paladar também melhora e ele acaba comendo mais porque sente mais o sabor da comida”.

Outras doenças crônicas também ficam mais fáceis de ser controladas, de acordo com o pneumologista Sérgio Ricardo Santos, presidente da comissão de tabagismo da SPPT (Sociedade Paulista de Pneumologia e Tisiologia).

“Se a pessoa tem pressão alta e o único fator de risco é o tabagismo, ao parar de fumar ela consegue estabilizar a pressão arterial”.

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No entanto, os problemas crônicos diretamente relacionados ao tabagismo dificilmente serão revertidos.

Essas doenças são a bronquite crônica e o enfisema pulmonar, causadas pela inflamação das vias aéreas, além do câncer no pulmão, na boca e na laringe.

Para que os benefícios e as chances de controlar essas doenças sejam maiores, é importante parar de fumar o quanto antes, dizem os especialistas.

Isso porque o hábito de fumar é ainda mais preocupante em idosos.

Santos afirma que existem duas razões principais para isso: primeiro porque o idoso passou mais tempo exposto aos efeitos do cigarro.

Segundo porque o organismo dele já está mais fragilizado às complicações do tabagismo.

“O idoso é mais vulnerável aos malefícios trazidos pelo cigarro do que o adulto jovem”.

Diante desse cenário, a primeira dica é procurar uma unidade de saúde que auxilie no tratamento do tabagismo.

Segundo Santos, “hoje existe muitos medicamentos e estratégias que faz o indivíduo parar de fumar sem grande sofrimento”.

fonte R7

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