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Empréstimo consignado para idosos

Empréstimo Consignado para idosos

Você já pensou em fazer um empréstimo consignado?

O controle da despesa mensal é fundamental para quem pretende ficar livre dos endividamentos. Isso vale também para as pequenas despesas, denominadas por especialistas de gastos fantasmas, que ocorrem esporadicamente, mas no final do mês são capazes de comprometer o orçamento.
Esse cuidado é essencial principalmente para quem já é aposentado, pois o valor da renda recebida mensalmente pela Previdência Social é menor do que o salário adquirido na época em que eram exercidas as atividades trabalhistas.

O problema é que, em alguns casos, mesmo com todo o controle financeiro, algumas dividas que não estavam previstas no mês podem ser responsáveis pelo comprometimento da renda.

Neste momento, ao se verem cheios de contas para pagar, muitos recorrem ao empréstimo consignado. Mas quais são os riscos desse tipo de crédito?

O consignado é diferente do empréstimo comum, pois se trata de um empréstimo em que o pagamento sai do salário do trabalhador antes que ele tenha acesso a esse dinheiro.

“Assim como qualquer outra linha de crédito, o empréstimo consignado traz como seu grande diferencial, taxas de juros menores. Trata-se de uma grande vantagem em relação aos demais.

Porém o pagamento é debitado diretamente do recebimento, com isso, as possibilidades de negociações ficam comprometidas”, explica o educador e terapeuta financeiro, Reinaldo Domingos, presidente da DSOP Educação Financeira, Abefin e Editora DSOP e autor do best-seller Terapia Financeira.

Ele destaca que é necessário atentar sobre a real necessidade do empréstimo para o idoso, pois ele pode afetar ainda mais a renda da pessoa, já que ao fazer o empréstimo consignado se deduz até 30% do valor líquido da aposentadoria.

“O ato de buscar por um empréstimo consignado ou qualquer outro já é um sintoma de problemas financeiros. A grande maioria dos aposentados acaba fazendo o consignado sem antes fazer um diagnostico financeiro de sua vida”, alerta Domingos.

empréstimo consignado

O terapeuta financeiro orienta que primeiro é preciso saber qual será a prestação mensal a ser debitada e se a mesma não afetará as necessidades básicas desse aposentado. “Pesquisas recentes mostram que as famílias cometem um excesso em suas despesas em torno de 25%, e não é diferente com os aposentados.

É necessário examinar e buscar pelas menores taxas de juros. Mesmo para aqueles que já têm empréstimo consignado, deve buscar uma possível portabilidade. Isto porque os bancos, em especial os públicos, têm apresentado taxas bem atrativas para os mesmos”, indica ele.

Essa modalidade de empréstimo pode ser contratada em qualquer instituição financeira. Mas, segundo o educador financeiro, a recomendação é realizar uma vasta pesquisa, uma vez que as mesmas apresentam diferentes taxas de juros periodicamente. Sobretudo, tendo atenção para que se tenha completo domínio das finanças pessoais.

“O limite de crédito é concedido sobre a base do benefício mensal recebido pelo aposentado, a qual a prestação a ser debitada não poderá ultrapassar o percentual de 30% sobre o ganho. Mas essa prática não tem sido respeitada e muitos aposentados acabam ultrapassando esse limite, como é o caso dos funcionários públicos”, adverte.

De acordo com Reinaldo, todo aposentado tem direitos iguais como cidadão e, quando o assunto é empréstimo consignado, esses direitos ficam ainda maiores, visto que podem tomar empréstimos em diversas instituições financeiras, o que acarretará em descontos acima dos 30%, como acontece muito com os funcionários públicos.

“Já deparei em minhas consultas de terapias financeiras funcionários públicos que, após tomarem muitos empréstimos consignados, só recebem 10% de seu salário líquido”, alerta.

Reinaldo Domingos aconselha que antes de tomar qualquer crédito, seja consignado ou não, é preciso praticar quatro passos:

Diagnosticar:

Fazer um diagnóstico financeiro, ou seja, registrar os gastos por trinta dias, reduzindo, assim, o excesso em todos os tipos de despesas.

Descobrir para onde está indo cada centavo do dinheiro recebido. Após este período, totalizar e reunir a família para uma conversa sobre os sonhos e desejos de todos os membros da família.

Sonhar:

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É preciso que, na reunião familiar, se foque no tema principal, que são os sonhos de curto (até um ano), médio (de um a dez anos) e longo prazo (acima de dez anos). Para cada sonho é preciso saber o valor, quanto vai guardar e em quanto tempo quer realizá-lo.

Orçar:

Fazer um orçamento financeiro que prioriza seus sonhos, isto é, o dinheiro do sonho deverá ser guardado logo quando cair na conta corrente do banco.

Poupar:

Guardar dinheiro para os sonhos de curto, médio e longo prazo. Para as de curto, recomendo a caderneta de poupança; para os de médio, CDB, tesouro direto e fundo de investimento e, para os sonhos de longo prazo, tesouro direto, previdência privada e imóveis.

Seguindo esses passos o presidente da DSOP Educação Financeira afirma que o idoso terá certeza de que, caso necessite de um empréstimo, que o mesmo será tomado com consciência. “Também recomendo nunca emprestar o nome para terceiros, mesmo que seja a parentes; lembre-se, seu nome é intransferível e merece seu respeito”, finaliza Reinaldo Domingos.

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