Saúde Física

Dor na perna em idoso deve ser investigada

Dor nas pernas: pessoas com mais de 50 anos que sentem dor forte na batata da perna quando andam devem ficar atentas.

Essa dor pode ser a chamada claudicação intermitente, um dos principais sintomas da doença arterial obstrutiva periférica (DAOP).

Esse nome complicado é, na verdade, sinônimo de doenças vasculares.

A sua presença aumenta o risco de infarto e derrame cerebral em 5% a 6% ao ano, e o seu diagnóstico representa dez anos a menos na expectativa de vida

Porém, por mais assustadora que possa parecer, a DAOP é de fácil diagnóstico, permitindo a descoberta da predisposição para doenças como derrame e infarto precocemente.

Assim, o tratamento se torna mais preventivo do que curativo.

dor na perna

Mas estudo americano de 2000 indica que metade dos cerca de 10% de idosos que têm o problema não são diagnosticados.

E mais: cerca de 80% dos médicos não fazem o diagnóstico correto.

Cabe então ao paciente perceber as mudanças no corpo.

Primeiro, considerar os fatores de risco, que são os mesmos das doenças cardíacas, como tabagismo, diabetes, pressão e colesterol altos.

Depois, ficar atento ao principal sintoma da doença, a dor na perna, que é provocada pela obstrução das artérias que levam oxigênio para a região.

“Quando a pessoa anda, as pernas têm uma necessidade maior de oxigênio.

Com a obstrução das artérias, provocada por uma placa de gordura, o oxigênio não chega ao local, e a perna começa a formigar e a doer.

Quando se pára de andar, a dor desaparece”, explica o cardiologista Jairo Lins Borges.


A qualidade de vida da pessoa é muito afetada, já que ela não consegue andar mais do que 300 m sem sentir dor.

E, para agravar o quadro, ela se torna sedentária, acrescentando mais um fator de risco, diz o angiologista Paulo Kauffman.

Há casos ainda em que a dor inexiste, e então deve ser feito um exame mais específico, que mede a pressão arterial dos pés.

“É importante que todo médico, seja ele geriatra, ortopedista ou clínico-geral, saiba diagnosticar esse quadro”, afirma Kauffman.

fonte: uol

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