Cabelos

Cuidados com os cabelos. A culpa não é da idade

Cuidados com os  cabelos. A culpa não é da idade.

Os cabelos podem ficar mais frágeis com o passar dos anos, porém muitos problemas capilares surgem por excessos cometidos ao longo da vida.

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Não há como fugir desta realidade: o tempo passa, a pele perde o viço, as rugas começam a aparecer…

Os sinais da idade manifestam-se no corpo inteiro, e os cabelos não ficam de fora dessa regra.

No entanto, vale citar que os sintomas não são somente os fios grisalhos ou a calvície.

O processo de envelhecimento capilar é natural, assim como os sinais que ele dá ao longo da vida.

Por isso, culpar unicamente a idade avançada por alterações no couro cabeludo ou na textura dos fios é um erro, pois desde a infância convivemos com certas predisposições.

“Não existem doenças capilares, e sim do couro cabeludo”, lembra Márcia Paes, dermatologista da All + Derma e Clínica.

Segundo ela, todo dano à saúde das madeixas está ligado à raiz.

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Enquanto crianças são alvos de piolhos; os adolescentes tendem a desenvolver caspa por causa do trabalho acelerado das glândulas sebáceas.

Já os adultos podem apresentar problemas como a calvície, provocados por fatores hormonais, genética e estresse.

Na terceira idade, surgem os cabelos brancos, que não são classificados como doença, mas deixam frágeis o couro cabeludo e os fios.

Isso porque a cor natural os protege do sol e de outras luzes.

Além disso, perde-se também queratina.

Mas alto lá!

Antes de sair se lamentando, saiba que esses processos são normais e as propriedades podem ser “recolocadas” por meio de cosméticos, alimentação adequada e produtos manipulados.

A entrada de radiação solar na cabeça, facilitada pela falta de melanina nos cabelos e pela menor quantidade de fios, pode ser impedida com o uso de chapéus quando se está ao ar livre em horários de sol.

E, claro, existe o protetor solar, presente em diversos cosméticos capilares.

Dica: os disponíveis em spray penetram mais facilmente, por isso garantem uma ação mais efetiva.

A química é vilã?

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Todos os tratamentos químicos feitos nos cabelos ao longo da vida também influenciam na saúde capilar.

Os efeitos, ao contrário do imaginado, não aparecem somente na terceira idade.

Segundo a dermatologista Daniela Ferro Farias, o uso de alisamentos, colorações e outros procedimentos podem gerar queda.

“As substâncias presentes nesses tratamentos agem sobre o folículo piloso, alterando a renovação celular e acelerando a oxidação no couro cabeludo”, explica.

Essa queda não deve ser confundida com o eflúvio telógeno, período do ano em que a queda de cabelo é mais acentuada.

Por isso, a recomendação dos médicos é, preferencialmente, evitar certos produtos, excetuando a coloração.

Outro engano é relacionar a idade ao aparecimento de caspa.

O que acontece é uma descamação do couro cabeludo, que, por conta da passagem dos anos, torna-se mais ressecado, assim como toda a pele.

Tal descamação pode ser combatida com a aplicação de um óleo capilar, unido a uma massagem no bulbo antes da lavagem.

Vale também optar por xampus que não retirem tanto a oleosidade natural dos cabelos, como os de limpeza profunda.

Práticas anti-idade

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Cuidados com os cabelos. A culpa não é da idade

Ainda que não haja uma obrigatoriedade quanto aos procedimentos capilares recomendados a cada faixa etária, algumas observações devem ser seguidas:

20 anos:

Pode-se usar de tudo um pouco.

Nessa idade, é comum as mulheres submeterem os fios a colorações e alisamentos.

Para tratar os cabelos ressecados, utilize produtos com ações hidratantes.

30 e 40 anos: 

A queda capilar é comum, e xampus, cremes e loção antiqueda ajudam a fortalecer os fios.

A hidratação também deve ser reforçada.

50 anos:

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A menopausa afeta fortemente as mulheres, ocasionando uma alteração no perfil hormonal.

Nela, a produção de estrogênio (hormônio feminino) diminui, enquanto a de testosterona (hormônio masculino) não se altera.

Resultado: queda dos cabelos.

Novamente podem entrar em cena os produtos antiqueda e a reposição de proteínas e queratina.

60 anos: 

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Os cabelos atingem o ápice de fragilidade, seja pelo excesso de coloração, seja pela falta dela, quando a mulher opta por deixar os fios totalmente brancos.

Tanto nessa fase quanto aos 70 anos é vital não abrir mão dos protetores solares.

Outra discussão antiga se refere sobre a força dos cabelos femininos e masculinos.

Por conta da aparente calvície dos homens, é normal dizer que os fios delas são mais resistentes.

“É uma questão hormonal”.

O homem possui testosterona e cabelos grossos.

Ao longo da vida, o nível do hormônio diminui e ocorre a queda.

Já uma mulher sempre conviveu com um nível baixo de testosterona, ou que atenuou o problema ”, explica Daniela.

No entanto, em períodos como o pós-parto, é comum as mulheres apresentarem índices de queda superior ao normal.

Finalmente, seja na terceira idade, seja em qualquer outra fase, os dermatologistas são categorizados quanto à importância da lavagem regular dos fios, já que o couro cabeludo sujo é indiferente à queda.

E não se esqueça: na hora de lavar as mãos dos clientes, dê preferência à água morna ou fria, já que, quanto mais quente estiver a temperatura, mais dilatado fica o poro.

Com isso, uma produção de oleosidade é estimulada, prejudicando a saúde capilar.

fonte: revista cabeleireiros

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