Nutrição

Carne Bovina – Como introduzir na refeição dos idosos

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Carne Bovina – Como introduzir na refeição dos idosos.

Em geral, os mais velhos excluem alimentos sólidos por dificuldades de deglutição, causando uma monotonia nutricional que acarreta problemas.

Mudanças no cardápio

Veja o que os especialistas dizem sobre como deve ser  a rotina alimentar do idoso.

O que muda na dieta com a idade:

O paladar é alterado, surgem dificuldades de deglutição e perdas dentárias.

Idosos dependentes engasgam com facilidade e mastigam com dificuldade.

Muitos acham que ofertar alimentos pastosos é mais seguro, gerando monotonia alimentar com predomínio de carboidratos e falta de proteínas e vitaminas, aumentando o risco de desnutrição.

Carne Bovina – Como introduzir na refeição dos idosos

Dificuldade de mastigar e engolir

O evoluir dos anos leva a uma situação fisiológica de sarcopenia (perda de massa magra).

A falta de vitaminas, como as do complexo B, leva a prejuízos cognitivos, e o aparecimento de doenças neurodegenerativas preocupa.

A redução do olfato, paladar e visão e o uso de medicações influenciam a alimentação, assim como a falta dos dentes, próteses velhas e mal ajustadas e doenças da cavidade oral e das gengivas e patologias da garganta e do esôfago (disfagia), que causam engasgos e tosse.

Alimentos fundamentais e vitaminas que são deixados de lado

Principalmente se exclui a proteína devido a consistência, causando carência de vitaminas do complexo B (como a B12), ferro e zinco.

Frutas mais consistentes como maçã e pera também ficam de fora, assim como folhas cruas e alimentos integrais, ponto preocupante uma vez que em ambos os casos acontece a redução de fibras alimentares.

Eles são substituídos por sopas, chás e pães brancos.

Por este motivo é importante estimular a mastigação e ter uma dieta completa e balanceada (macro e micronutrientes).

Carne Bovina – Como introduzir na refeição dos idosos

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Os efeitos de uma dieta com pouca carne.

Somado à sarcopenia, o sedentarismo e a baixa oferta proteica ampliam ainda mais a perda de massa magra, o que aumenta o risco de quedas, reduz a força de membros, estende o tempo de acamado e a dependência a terceiros

As proteínas se relacionam à construção e regeneração celular de alta qualidade.

As carnes vermelhas fornecem ainda ômega-3 e são fontes de minerais como ferro (que previne anemia) e zinco (importante para o crescimento, cicatrização e função imunológica); de ácidos graxos essenciais e de vitaminas do complexo B (a B12), e possivelmente vitamina D.

A carne bovina é boa fonte de nutrientes associados à redução de doenças crônicas.

Como incluir carne na dieta

O ideal é tornar as receitas atrativas, diversificadas e com muitas cores.

Evite o bife grelhado sequinho, aposte em cortes mais macios como mignon e alcatra.

Frango, porco, peixe e outros derivados do mar, ovo, lentilha e ervilha também são ótimas fontes de proteína, além da soja.

As carnes brancas são mais magras e ajudam na digestão e manutenção do peso.

As vísceras, como o fígado, são riquíssimos em nutrientes importantes para o bom funcionamento do organismo, e fornecem boas proteínas.

Prepare-as com carne moída, em sopas e no feijão, que ficará nutritivo sem que o sabor seja ressaltado.

Ou cozinhe muito bem, para que fique macia, desfiando fácil.

Outro corte indicado é o músculo, que na panela de pressão fica macia, saborosa e enriquece sopas.

Como incluir elementos mais rígidos na dieta deles

Ter uma boa estrutura dentária favorece a mastigação.

Em caso de dificuldades, os preparos podem incluir legumes ralados ou fatiados finos, folhas refogadas e carnes com molhos naturais, como o de tomate. Incluir derivados de leite, lentilha, ervilha, soja e ovo às receitas também são formas de enriquecer os pratos com proteína de boa qualidade.

Pique as frutas e os legumes duros, cozinhe ou faça purê com eles.

Ofereça sucos de frutas e vegetais, mingaus, vitaminas, preparações cremosas como sopas, purês, carnes moídas ou desfiadas, massas bem cozidas e rocamboles. A temperatura é muito importante: sirva morno, de preferência na temperatura do corpo (cerca de 37º a 39º) ou na temperatura ambiente para líquidos.

Para não perder as vitaminas, cozinhe no vapor.

Outras exclusões que também podem causar problemas sérios

As maiores deficiências são de selênio e cromo, cujas maiores fontes são as castanhas.

Vitaminas do complexo B, cálcio, vitamina D e ferro também são deficientes.

Essas carências se refletem em alteração do controle de glicose, falta de B1, B6 e cromo; alteração de memória e sensibilidade de extremidades reduzida por falta de B12; anemia, por falta de cobre e ferro; e lesões de pele por falta de ômega 3 e vitamina A.

Os peixes são ricos em ômega 3, e devem ser consumidos duas vezes na semana.

Fontes: Debora Froehner, médica nutróloga, diretora da clínica Nutrocare e coordenadora da clínica da terapia nutricional do Hospital do Idoso Zilda Arns; Regiani Pitol, nutricionista e gerente de nutrição do Hospital Pilar; Camila Pinzon Andretta, nutricionista clínica do Hospital Pilar e Andréa Gasparini Zaleski, nutricionista.

Fonte: Gazeta do Povo

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