Dicas de Alimentação, Nutrição

Carboidratos na terceira idade. Fundamentais para o organismo

carboidratos na terceira idade

Muitas pessoas têm como costume abolir a ingestão de carboidratos durante a dieta porque ainda carregam o paradigma de que esses alimentos os fazem engordar e atuam como vilões, mas na verdade não é bem assim.

Eles são fundamentais para o bom funcionamento do organismo e atividade do corpo, pois, quando metabolizado, ele é capaz de fornecer energia e auxiliar em diversas funções vitais.


Com o envelhecimento é normal que o metabolismo desacelere e algumas funções se tornem mais lentas ou apresentem déficit como, por exemplo, a digestão que se torna mais prolongada fazendo com que o idoso tenha uma evacuação comprometida, porém, não é só esse aspecto que é prejudicado.

A partir dos 60 anos, mais ou menos, o organismo passa por um processo de desaceleração das funções, o que impacta diretamente em seu funcionamento e afeta, principalmente, a digestão, o metabolismo e a imunidade.

A absorção de nutrientes também se torna ainda mais difícil, por isso é normal que alguns idosos apresentem maior fragilidade muscular, perda de massa, cansaço físico e mental e uma perda nutricional significativa.

Por isso a ingestão de carboidratos pode ser uma grande auxiliadora do corpo nessa fase da vida.

Porém, como não são todos iguais, é preciso ter atenção apenas em qual tipo de carboidrato é o mais adequado para dieta e quais apresentam mais benefícios a o funcionamento do corpo.

carboidratos na terceira idade

Carboidrato simples

Por mais que não pareça, os carboidratos simples estão em maior quantidade nas refeições do dia a dia e são encontrados com mais facilidade também quando bate aquela fome durante o como, por exemplo, o requisitado pãozinho francês no lanche da tarde com frios e um café.

Os carboidratos simples se resumem aqueles que possuem uma estrutura molecular facilmente metabolizada pelo organismo, ou seja, quando ingeridos são facilmente absorvidos pelo organismo e transformados em energia imediata.

O problema é que como são transformados em açúcar e disponibilizados na corrente sanguínea, provocam uma elevação súbita da glicemia, fator favorece o surgimento da diabetes tipo 2.

pão francês

Outro ponto relevante é que esse tipo de carboidrato propicia o descontrole do apetite: os picos de glicose são geralmente seguidos por uma baixa súbita do açúcar no sangue, o que leva o organismo a buscar mais fontes de energia.

Justamente por isso, é comum sentir fome pouco tempo após ter consumido uma refeição baseada em carboidratos simples, como uma macarronada ou uma sobremesa açucarada, por exemplo.

Portanto o consumo desses alimentos deve ser moderado, principalmente por diabéticos, pois, por serem rapidamente absorvidos, eles podem desestabilizar a taxa de açúcar no sangue e exigir uma demanda maior de insulina na corrente sanguínea.

Além disso, o abuso desse tipo de alimento pode gerar um acúmulo de gordura branca, considerada ruim para o organismo e, se em excesso pode gerar, além de sobrepeso, doenças cardiovasculares como, por exemplo, o infarto.

Carboidrato complexo

Os alimentos tidos como carboidratos complexos devem ser a principal opção na hora de incluir este nutriente no cardápio, principalmente na dieta de pessoas que precisam de uma absorção mais qualificada de nutrientes, pois, esses elementos são feitos de moléculas de açúcar amarradas e que geram melhor complexidade na hora da digestão são capazes tanto de fornecer nutrientes importantes quando de regular a liberação de glicose no organismo.

Uma de suas vantagens é a estabilização do índice glicêmico, isso porque o carboidrato é digerido lentamente por sua grande complexidade e assim, é capaz de liberar glicose em pequenas doses ao organismo, evitando os picos de açúcar no sangue, beneficiando, principalmente os diabéticos.

Como sabemos, aqueles que convivem com a síndrome precisam ter um controle maior sob a glicemia e por serem ricos em fibras, os carboidratos complexos propiciam justamente esse beneficio.

Ao contrário dos carboidratos simples, os complexos são responsáveis por fornecer uma sensação de saciedade muito maior, evitando a fome abrupta ou excessiva, que propicia, justamente, o consumo alimentos tidos como vilões do organismo.

Ou seja, apostar nesses alimentos é a melhor forma de manter a energia estável e a glicemia sob controle.

Quais alimentos são carboidratos?

carboidratos na terceira idade

Apesar de muitas pessoas acreditarem que carboidratos se tratam apenas de massas e pães, os vegetais e as frutas também pertencem a essa categoria e se dividem entre os complexos e os simples.

Para você estar mais atento à sua dieta separamos os principais alimentos de cada categoria para que possa inclui-los em seus hábitos alimentares ou evitá-los, se for necessário.

Carboidratos complexos

carboidratos na terceira idade

Como já dito, os carboidratos complexos são mais benéficos ao organismo do que os simples, principalmente os que possuem fibras e têm maior complexidade na hora da digestão, além de manterem o índice glicêmico em equilíbrio e regularem a ação da insulina no sangue.

São eles: vegetais verdes, batata doce com casca, milho, abóbora, feijão, ervilhas, lentilhas, grãos e os pães, arroz e as massas integrais.

Carboidratos simples

Já os carboidratos simples basicamente se resumem a alimentos bem doces ou refinados, na maioria das vezes índice glicêmico moderado ou alto, ou seja, seu açúcar é rapidamente absorvido pelo sangue, propiciando picos de glicose e uma sensação de fome maior.

São eles: açúcar refinado, pão francês, doces e geleias, xarope de milho, mel, pipoca, suco de frutas, refrigerantes, leite e derivados, flocos de milho, macarrão, pipoca, refrigerante, arroz branco, bala, biscoitos e pão francês.

Por que uma dieta balanceada pode favorecer o organismo?

carboidratos na terceira idade

Uma dieta saudável rica em vegetais, frutas e alimentos naturais é recomendada para todas as pessoas, mas, principalmente, a terceira idade que é o momento crucial da vida em que o cuidado com a saúde deve ser redobrado.

Isso porque ao atingirmos os 60 anos o corpo começa a passar por mudanças físicas, psicológicas e fisiológicas que exigem uma quantidade maior de nutrientes para se manterem bem.

Esses elementos nutricionais podem ser requeridos devido uma necessidade maior ou uma diminuição expressiva da ingestão e absorção de vitaminas e minerais fundamentais para o organismo.

Ter uma dieta equilibrada com carboidratos complexos e proteínas é fundamental na rotina dos idosos, pois além de serem capazes de equilibrar o nível de açúcar no sangue sem gerar impacto no organismo, são ideais para manterem a energia corporal constante e melhorarem aspectos físicos que se tornam incômodos para os idosos como a manutenção da massa muscular, da energia, de uma boa digestão e evacuação dos alimentos.

donte: novanutri

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