Saúde Física

Câncer de pele não melanoma nos idosos, cuidado!

câncer de pele não melanoma

O câncer de pele não melanoma é o mais frequente no Brasil e corresponde a cerca de 30% de todos os tumores malignos registrados no país.

Apresenta altos percentuais de cura, se for detectado e tratado precocemente.

Entre os tumores de pele, é o mais frequente e de menor mortalidade, porém, se não tratado adequadamente pode deixar mutilações bastante expressivas.

Mais comum em pessoas com mais de 40 anos, o câncer de pele é raro em crianças e negros, com exceção daqueles já portadores de doenças cutâneas.

Porém, com a constante exposição de jovens aos raios solares, a média de idade dos pacientes vem diminuindo.

Pessoas de pele clara, sensíveis à ação dos raios solares, com história pessoal ou familiar deste câncer ou com doenças cutâneas prévias são as mais atingidas.

O câncer de pele não melanoma apresenta tumores de diferentes tipos.

Os mais frequentes são o carcinoma basocelular (o mais comum e também o menos agressivo) e o carcinoma epidermoide.

Atenção:

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As informações neste portal pretendem apoiar e não substituir a consulta médica.

Procure sempre uma avaliação no Serviço de Saúde.

Estatísticas

Estimativa de novos casos no Brasil: 165.580, sendo 85.170 homens e 80.140 mulheres (2018 – INCA)

Número de mortes no Brasil: 1.958, sendo 1.137  homens e 821 mulheres (2015 – SIM)

O que aumenta o risco?

  • Exposição prolongada e repetida ao sol (raios ultravioletas – UV), principalmente na infância e adolescência.
  • Ter pele e olhos claros, com cabelos ruivos ou loiros, ou ser albino.
  • Ter história familiar ou pessoal de câncer de pele.

Os tumores de pele estão relacionados a alguns fatores de risco, principalmente, à exposição aos raios ultravioletas do sol.

Pessoas que trabalham sob exposição direta ao sol são mais vulneráveis ao câncer de pele não-melanoma.

Outros fatores de risco incluem indivíduos com sistema imune debilitado e exposição à radiação artificial.

Como prevenir?

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  1. Evitar exposição prolongada ao sol entre 10h e 16h.
  2. Procurar lugares com sombra.
  3. Usar proteção adequada, como roupas, bonés ou chapéus de abas largas, óculos escuros com proteção UV, sombrinhas e barracas.
  4. Aplicar na pele, antes de se expor ao sol, filtro (protetor) solar com fator de proteção 15, no mínimo.
  5. Usar filtro solar próprio para os lábios.

Tipos e Subtipos

Caso encontre qualquer diferença ou alteração na sua pele, procure orientação médica.

Sinais e sintomas

O câncer de pele não melanoma ocorre principalmente nas áreas do corpo mais expostas ao sol, como rosto, pescoço e orelhas, podendo destruir estas estruturas.

Apresenta-se como:

  • Manchas na pele que coçam, ardem, descamam ou sangram.
  • Feridas que não cicatrizam em até quatro semanas

Nesses casos, deve-se procurar o mais rápido possível o médico dermatologista (especialista em pele).

Detecção precoce

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Os dois tipos de câncer de pele não melanoma mais comuns são:

  1. O carcinoma basocelular, que se caracteriza por uma lesão (ferida ou nódulo), e apresenta evolução lenta.
  2. O carcinoma epidermoide, que também surge por meio de uma ferida ou sobre uma cicatriz, principalmente aquelas decorrentes de queimadura.
  3. A maior gravidade do carcinoma epidermoide se deve à possibilidade de apresentar metástase (espalhar-se para outros órgãos).

Deve-se suspeitar de qualquer mudança persistente na pele, seja o aparecimento de um nódulo, uma ferida que não cicatriza em até quatro semanas, uma mancha vermelha, um nódulo ou ferida que sangra ou forma crosta.

Diante dessas lesões suspeitas, um especialista deve ser procurado para confirmação do diagnóstico e tratamento.

Quanto mais precoce for sua identificação, melhores serão os resultados do tratamento.

As pessoas devem ser sensibilizadas a conhecer seu corpo e estar atentas a quaisquer alterações em sua pele.

Diagnóstico

câncer de pele não melanoma

O diagnóstico normalmente é feito pelo dermatologista, através de exame clínico.

Em algumas situações, é necessário que o especialista utilize a dermatoscopia, exame no qual se usa um aparelho que permite visualizar algumas camadas da pele não vistas a olho nu.

Alguns casos exigem um exame invasivo, que é a biópsia.

Tratamento

A cirurgia é o tratamento mais indicado tanto nos casos de carcinoma basocelular como de carcinoma epidermoide.

Eventualmente, pode-se associar a radioterapia à cirurgia.

A terapia fotodinâmica (uso de um creme fotossensível e posterior aplicação de uma fonte de luz) é uma opção terapêutica para a ceratose actínica (lesão precursora do câncer de pele), carcinoma basocelular superficial e carcinoma epidermoide “in situ” (Doença de Bowen).

A criocirurgia e a imunoterapia tópica são também opções para o tratamento desses cânceres. No entanto, exigem indicação precisa feita por um especialista experiente.

Fonte: INCA Instituto nacional do câncer – ministério da saúde

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Manchas de idade na pele ou hiperpigmentação

 

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