Sim, esses que opinam sobre tudo, têm sua própria visão de política, amor, desafios, vida, sucesso e têm “certeza de que suas famílias não entendem sua natureza”.

Quando confrontados, usam um tom irônico e escondem-se atrás da desculpa “Você não sabe o que me faz feliz”.

Eis que são hábeis em jogar a culpa de sua preguiça moral, profissional e pessoal nos seus pais e responsáveis, “incompetentes” por não atentarem para seus talentos.

Estes mesmos pais que viveram dias de insônia para garantir seu sono e que pagam suas contas desde sempre, garantindo o melhor conforto possível.

Até quando?

Para sempre?

Mas pode tudo, também?

Resultado de imagem para pensando

Ando preocupado com o aumento de pessoas tipo “pode tudo”.

Ah, a crítica também se estende aos pais, mais permissivos e cada vez menos presentes na verdadeira educação – sempre “compensando” aquilo que lhes faltou. Será que funciona? Adianta?

Percebo que a “causa” para a indiferença e ausência de compromisso dos pais está sempre em alguma coisa, mas quase nunca no lar.

A culpa é da escola, da doença, do excesso de trabalho, daquele colega chato, da agenda maluca, das muitas tarefas e por ai vai.

Logo, os pais se eximem de responsabilidade porque “fizeram o possível” e os filhos surfam na onda de culpa dos pais por terem feito “apenas o possível”.

Fica aquela situação em que os filhos se aproveitam ao máximo de seus pais, enquanto os pais fazem de tudo para satisfazer essa demanda – tudo em nome da “harmonia familiar” e “do que os outros vão pensar”.

Se quiser saber um pouco mais como o idoso pode e deve proteger o seu patrimônio, clique aqui

Como termina essa história?

Imagem relacionada

O triste é que ela não termina.

O que se vê são pais manipulados pelos filhos, estes espertos o suficiente para explorar a culpa e as “áreas cinzentas” da relação.

O fim não existe porque alimenta-se um ciclo vicioso, que termina em uma relação de dependência duradoura e potencialmente paralisante.

Na prática, o que se vê como resultado são “adolescentes” de mais de 40 anos.

Felizmente, não são maioria.

Mas são muitos.

O que há com parte dessa geração que espera recompensas sem antes sacrificar-se?

Que há com estes que veem direitos adquiridos onde deveriam ver consequência de persistência e dedicação?

O texto de hoje está repleto de palavras entre aspas, afinal de contas em relacionamentos baseados em falsas premissas e expectativas erradas, fica difícil diagnosticar algo real.

O que aconteceu com atitudes ligadas a trabalho, cidadania, realização, superação e desafios?

Fica o convite à reflexão.

fonte: dinheirama

Veja também no Portam AVôVó:

O idoso e a violência financeira , um drama familiar