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466 anos de muito amor pela Cidade de São Paulo

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466 anos de muito amor pela Cidade de São Paulo.

Moradores da capital paulista falam sobre sua relação com a cidade e fazer uma relação com mais este aniversário de São Paulo.

Quem vive em São Paulo costuma ter uma relação de amor e ódio com a cidade.

É trânsito, muito cinza, preços altos, mais trânsito e uma tremenda falta de segurança.


Apesar de muita reclamação, tem um tanto de gente querendo morar em SP: é a terceira maior cidade do mundo em número de habitantes, sendo o metro quadrado mais caro do Brasil.

A fama de que a cidade nunca dorme condiz.

Ainda que seja o pólo do trabalho, a pauliceia é expert em diversão: o que não falta é opção de bar e “balada”, cinemas, restaurantes que te fazem dar a volta ao mundo e muitas, muitas pizzarias.

A lista de características típicas paulistanas é imensa.

No aniversário dessa cidade poderosa, perguntamos a alguns de seus moradores sobre sua relação com a cidade, quais suas razões para amá-la e seus lugares preferidos.

“Adoro caminhar pelas ruas.

Às vezes são as mesmas ruas de sempre, mas encontro algo novo para perceber, reparar, descobrir.

E me encantar.

São Paulo tem dessas coisas.

É grande, às vezes cinzenta, fria, distante, mas, se você se permitir olhar, se aproximar, ela se mostra incrivelmente delicada, colorida, poética até.

Há beleza no cinza, nas árvores que cismam em crescer por entre as calçadas, nas pessoas que passam apressadas.

Não depende tanto da cidade mas da gente.

É preciso olhar, reparar.

E, novamente, se encantar.

Gosto de andar a pé, por bairros como Paraíso, Liberdade, Vila Mariana.

E fazer programas clichês como passear pelo parque do Ibirapuera, que sempre me revela um cantinho que eu não conhecia.

Pedalar por suas ruas também se transformou em uma nova descoberta e na possibilidade de uma cidade mais gentil.”

 — Ana Holanda é paulistana e editora-chefe da revista Vida Simples.

466 anos de muito amor pela Cidade de São Paulo

“Amo SP porque nasci aqui, gosto da diversidade, pixação e o caos dessa cidade, acho que é o combustível.

Os lugares em que me sinto em casa são o Parque da Aclimação e a Galeria A7MA, na Vila Madalena.” 

— Enivo é paulistano e grafiteiro.

Foto: Joma Nigra

“Eu amo SP pela diversidade de arte que carrega, nós somos privilegiados — apesar das dificuldades — em ter mais acesso e oportunidades para realizar projetos e colocar nosso trabalho na rua, comparando com qualquer outra cidade do Brasil.

Percebo cada vez mais uma juventude ativa, ocupando espaços e fazendo trabalhos incríveis.

Me sinto em casa no Parque do Ibirapuera, lá tem vários esconderijos pra ficar em paz, dá pra encontrar um refúgio no meio do caos.”

 — Mel Duarte é paulistana e poetisa, integrante do Slam das Minas, batalha de poesias que acontece, também, em lugares públicos da cidade.

“Eu amo SP porque ela me dá material para trabalhar, tem muita gente interessante que circula e trabalha por aqui.

Às vezes ela me suga e eu preciso fugir, mas nossa relação é de amor.

Gosto de cuidar dela, fico atento à criação de parques urbanos e questões ligadas ao verde.

Também amo admirar o patrimônio histórico e em 2018 quero lutar mais pela sua preservação.

Vislumbro um grande futuro para nossa cidade.

Um dos lugares que mais gosto para passear é a feirinha de antiguidades do MUBE, aos domingos.”

 — Rafael Vettori é paulistano, sócio-fundador da empresa de inovação e criatividade O Panda Criativo, que realiza o Festival Path, evento que ocupa o bairro de Pinheiros em São Paulo.

“Quando cheguei aqui, em 1958, fui acolhido em forma de amor.

Minha relação com SP é de gratidão, amor, fraternidade, de generosidade recíproca.

De abraços apertados, de um olhar diferente, de aquiescência.

Meus lugares preferidos: Parques (principalmente o Tiquatira na Zona Leste, o Mercadão Municipal e também os bons restaurantes que nos proporcionam uma gastronomia inigualável.”

 — Hélio da Silva é de Promissão, gerente comercial da Native Alimentos e plantou, sozinho, em torno de 20 mil árvores na Zona Leste de São Paulo, criando o Parque Tiquatira.

“Por ser de Suzano, durante anos de minha vida as idas à São Paulo eram eventos isolados e especiais.

Até o dia em que cidade se transformou em minha através do trabalho.

Pelo cotidiano, São Paulo se tornou meu chão há mais de 20 anos.

Sampa me enche de inspirações, é palco de embates sócio-raciais, lugar onde cavamos afetos para não nos sufocarmos entre tantas paredes.

Amo a velocidade, as tantas personalidades e a confluência de culturas.

Apesar do ritmo de produção e progresso que plastifica a cidade e suas relações, as beiradas periféricas trazem ricas trocas e vidas desengravatadas.

Gosto do centro velho da cidade, imaginar as histórias passadas vividas e até mesmo as que acontecem agora, e também da Pompeia e da Santa Cecília, entre o caos e a mansidão.”

 — Jairo Pereira é suzanense, cantor e compositor no Mutum, seu projeto solo, e na banda Aláfia, que lançou seu terceiro disco “São Paulo Não é Sopa”, em homenagem à cidade.

466 anos de muito amor pela Cidade de São Paulo

“Eu amo São Paulo porque ela é motor para meu trabalho e para meu crescimento como pessoa.

Sobre um lugar que eu me sinta em casa, sou suspeito, mas o Parque Minhocão me faz ter essa sensação.

Democrático e de verdade.” — Felipe Morozini é paulistano, artista plástico e diretor da Associação Parque do Minhocão.

“A minha chegada em São Paulo, há mais ou menos 1 ano, foi turbulenta. Filha única, morando sozinha, novo emprego, pessoas diferentes, cidade diferente.

Foi um momento de transição muito doloroso.

Por mais que eu tenha amigos na cidade, diversas vezes me senti sozinha.

Não me senti acolhida em nenhum momento.

A cidade me tocava de uma forma muito áspera.

Com o tempo fui entendendo sua dinâmica, suas nuances e o que ela poderia compartilhar comigo.

As famosas padocas, o Aparelha Luzia, a arquitetura, a diversidade cultural espelhada pela cidade, são algumas coisas que me encantam.

Talvez por existir pessoas de diferentes naturalidades, sotaques e modos de interagir com a cidade, tenho vivido um momento de contemplação e de troca com todos aqueles que tenho encontrado.

Mas tenho a sensação que as pessoas amam São Paulo escondido, sem precisar verbalizar.”

 — Monique Evelleé soteropolitana, fundadora do Desabafo Social e repórter no programa Profissão Repórter.

“Nasci no centro de São Paulo, na R. Jairo Goes, sou uma pessoa completamente urbana.

Como não amar São Paulo? Eu sou filha de São Paulo.

Um lugar em que me sinto em casa é no Parque Minhocão, minha infância foi brincando lá todo os domingos, fico feliz de ver agora meus filhos vivendo as mesmas coisas que eu.”

 — Janaina Rueda é paulistana, chef e proprietária do Bar da Dona Onça.

“Embora eu construa edifícios em São Paulo, o que mais me encanta aqui são as pessoas.

Nossa cidade é uma grande incubadora de sonhos, e por este motivo, atrai uma quantidade enorme de gente interessante, corajosa e batalhadora, que somada aos que aqui nasceram, formam um ambiente único, onde nenhum sonho é impossível.

Entre meus passeios preferidos está correr de manhã no Parque do Ibirapuera, almoçar no restaurante Leôncio na Vila Madalena, caminhar do meu escritório pela viela Tim Maia até o meu apartamento na Vila.

Parabéns pelos seus 466 anos, São Paulo.

Uma cidade que dorme com muitas histórias para contar, mas que acorda cedo como um jovem, que tudo pode realizar.”

 — Otávio Zarvos é paulistano, arquiteto e criador da incorporadora Idea! Zarvos, que tem trazido uma nova estética para a Vila Madalena e arredores.

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